Atrações Básicas em Nova York

Depois de comentar sobre a hospedagem, o New York Pass e as melhores formas de locomoção, finalmente chegou a hora de curtir tudo o que Nova York tem a oferecer. Mais para os últimos posts, vou subir aqui um roteiro completo de seis dias pela cidade que acho que pode servir de base para quem quer conhecer os principais pontos e não tem tanto tempo.

Uma coisa que já adianto é que os roteiros que eu faço são sempre divididos por regiões pois assim fica mais prático e rápido. Mas, aqui nos posts, vou dividir por tipo de atrações. Ao final de tudo que eu pretendo escrever sobre a viagem acho que vai dar para ter uma ideia bem boa do que ver, o que visitar só se tiver tempo e como montar um roteiro funcional.

Vou começar com os passeios que considero mais básicos de Nova York. Existe hoje em dia aquela sensação pejorativa quando se fala em turistar e uma corrente de pessoas que acham que conhecer as atrações mais turísticas é coisa de gente boba, mas eu pessoalmente AMO conhecer o básico na primeira vez que vou a alguma lugar. Para mim, ir a Nova York e não conhecer o Empire State ou a Times Square nenhuma vez sequer é como ir numa cantina italiana e pedir sushi.

Cada um, cada um, mas já aviso que meu roteiro foi um roteiro para uma turista (sim, amo ser turista, não sei quando isso virou uma coisa ruim!) que está pela primeira vez na cidade e quer ver ao vivo tudo que passou a vida vendo em fotos.

Bom, sem mais delongas. Bora new yorkar?

atracoes basicas nyc

times 3

Chegar nessa parte de Nova York dá aquela sensação “ow, estou mesmo aqui!” e eu realmente recomendo passar lá assim que possível pois, pelo menos eu, não ia sossegar enquanto não visse a Times Square. Claro que ao longo dos dias ainda passei muitas vezes lá, então depois até ri de mim mesma por ter colocado Times Square no roteiro (como se, caso não estivesse no roteiro, eu poderia acabar não vendo, hahaha), mas não tinha noção de que era um lugar tão “na passagem”, rs. Tente tirar um tempo para subir a escadaria que tem perto da loja da M&M’s e contemplar o fato de que sim, você está mesmo lá. Não deixe, claro, de ir de noite para ver as luzes mais destacadas do que nunca.

times square

Top 2

No topo do Rockfeller Center está um dos mais famosos observatórios da cidade: o Top of the Rock. A vista é realmente linda. De um lado, o Central Park. Do outro, o Empire State. Aliás, justamente por estar de frente ao edifício que abriga o outro observatório básico da cidade, eu recomendo você verificar que horas vai ser o pôr do sol e se organizar para chegar lá uma hora antes (para não se enroscar em filas). Assim, você vê o dia acabando, a noite começando e a cidade toda – inclusive o lindo Empire State – se iluminando.

Gostei muito também da animação de todo mundo que trabalha lá. Achei tudo bem moderno, com cara de atração nova. Aliás, quando subir pelo elevador olhe para o teto, a atração já começa aí.

Ah, quando esfria, no térreo do Rockfeller, na parte externa, é aberta a famosa pista de patinação. Nós demos sorte dela ter inaugurado no dia que chegamos lá. Não nos contivemos e gastamos uma graninha na brincadeira que não é tão impossível quanto parece, mas é mais cansativa do que eu pensava.

top of the rock2

cathedral

Ali do ladinho do Rockfeller está essa lindíssima igreja. Confesso que na correria não entrei, mas mesmo que você não goste de Igrejas, recomendo pelo menos passar pela frente para admirar sua beleza que impressiona mesmo.

st patricks cathedral

empire

Outro observatório “must go” da cidade fica em um dos edifícios mais belos e conhecidos de Nova York. Eu achei que, em relação ao Top of the Rock, a experiência de forma geral do Empire State me deu uma impressão de parada no tempo. A vista realmente é linda, com o adicional de se ver o Chrysler Bulding, coisa que não rola no Top of The Rock, mas o caminho percorrido por dentro do prédio é confuso, os funcionários não são animados e tudo parece ser feito meio correndo. De qualquer forma, essa é uma parada obrigatória e a vista com certeza vale.

Minha dica é ir logo no início do dia para evitar filas gigantes. Inclusive em todo lugar li sobre a fila que dá a volta no quarteirão, mas fui por volta das 9h e peguei uma fila minúscula. Então fica assim: Empire State logo no início do dia e Top of The Rock ao cair da noite, não necessariamente no mesmo dia.

Como no New York Pass também estava inclusa não só a entrada do observatório, como também a ida a um passeio chamado New York Ride, que fica no segundo andar do prédio, nós fomos conferir. O New York Ride é basicamente um filme que sobrevoa Nova York e que você assiste em uma daquelas cadeiras que se mexem. Mas é notável que a atração é super antiga e não foi renovada. Não existe nada de tecnológico nela e o vídeo já está bem cansado. Não paguei nada e foi rápido, então ok, mas não caia na cilada de pagar os $15 dólares adicionais por esse passeio caso não tenha comprado o New York Pass. E mesmo se tiver comprado, só vá se não tiver mais nada para fazer.

empire state building

broadway

Apesar de ser o nome de uma avenida, a Broadway não é um lugar especificamente, mas sim o conjunto de teatros que estão ali em volta da Times Square. Eu fui assistir o Fantasma da Ópera no Majestic Theater e simplesmente amei! Para quem gosta, pelo menos uma peça é parada obrigatória. Eu só não fui em mais por falta de tempo e money! Mais pra frente acho que essa atração merece um post só dela. Aguardem.

broadway phanton

estatua

Li e vi muita gente dizendo que apenas dar a volta de barco ao redor da estátua já estava bom e que não valia a pena descer na Liberty Island onde ela está. Eu, pessoalmente, achei que que super vale descer, sim. Lá é possível tirar ótimas fotos não apenas da Estátua da Liberdade quanto da parte sul de Manhattan. O que de fato eu não fiz por falta de tempo foi descer em Elis Island, que fica ali pertinho e foi porta de entrada da história de grande parte dos imigrantes que chegaram em Nova York.

E já que estamos falando da Senhorita Liberdade, aqui vão algumas curiosidades sobre ela: a Estátua da Liberdade foi um presente da França aos Estados Unidos em comemoração ao centenário de sua independência. Aquilo que ela segura na mão, inclusive, não é um livro como muitos pensam, mas uma tábua onde está escrita, em números romanos, a data da declaração da independência americana. Outra coisa que pouca gente sabe é que a Estátua era originalmente marrom, pois é feita de cobre, mas com o tempo se tornou verde pela oxidação do metal.

Esse é outro ponto que recomendo visitar logo cedo para evitar filas enormes. Caso queira subir na coroa (sim, é possível!) é preciso comprar com antecedência um ingresso a parte e bem concorrido.

estatua da liberdade

central

O parque é grande? Sim! Você vai conseguir explorá-lo todinho em uma curta visita? Não! Mas isso não significa que você não pode dar uma passeada pelo menos em algumas partes dele. Nós, por exemplo, um dia resolvemos voltar a pé para o hostel e aproveitamos para ir por dentro dele. Também é possível alugar bicicletas para andar com lá, inclusive algumas com guia.

Achei curioso ver que em alguns pontos, uma rua simplesmente passa pelo meio do parque. Esse é um local que gostaria de ter curtido mais. Fica para a próxima!

central park

911

Pode parecer mórbido para alguns, dramático para outros, mas o fato é que o 11 de setembro marcou nossa geração como uma das tragédias mais impressionantes do início dos anos 2000, especialmente porque muitos de nós vimos grande parte dela acontecer ao vivo. Além de causar uma curiosidade natural, o memorial e o museu são muito bem feitos, por isso eu colocaria como pontos básicos do passeio.

As duas piscinas com os nomes das vítimas nas bordas ficaram belíssimas e impressionam pelo tamanho. Mas o que mais me surpreendeu mesmo foi o museu, que conta muito bem detalhes não apenas do 11 de setembro, mas também do World Trade Center e das Torres Gêmeas que foram, durante anos, os prédios mais altos de Manhattan. O museu conservou pedaços das estruturas dos prédios, carros de bombeiros, pertences das vítimas achados nos escombros e presta homenagem a todos que perderam a vida no ataque não só às torres, mas também no ataque ao pentágono, no avião que foi derrubado pelos passageiros e em um ataque terrorista anterior que também aconteceu no WTC. O museu é muito maior do que eu pensava e é super bonito, organizado e moderno. Esse curiosamente acabou sendo o único museu que eu fui na viagem, pois havia decidido dessa vez não fazer museus por falta de tempo. Não sei bem porque decidi entrar nesse (acho que justamente por achar que era pequenininho), mas não me arrependi.

9_11 Museum

Highline

Relativamente novo na cidade, inaugurado em 2009, o Highline é hoje um dos queridinhos dos visitantes. Construído em uma antiga ferrovia suspensa, ele une seu passado com um projeto super moderno. Por entre as plantas é possível ainda ver os antigos trilhos e, em algumas partes, espreguiçaderias foram construídas em cima deles e podem ser movimentadas. O mobiliário é assim: muitas vezes supreendente.

Eu gostei muito de lá, e recomendo entrar pela escadaria norte, pertinho da Penn Station, descer ele todo (juro, não é nenhum sacríficio) e voltar um pouquinho para usar a escadaria próxima ao Chelsea Market, partindo daí para uma exploração a essa parte do sul de Manhattan.

Ele não é um parque que achei tão convidativo para sentar e curtir o dia (apesar de existirem inúmeros bancos nele), mas sim um parque para ser percorrido, explorado e fotografado. Em menos de uma hora e meia você percorre todo o trajeto (indo bem de boa) e pode seguir com o roteiro tranquilamente. Ele é realmente muito diferente de todos os parques que já vi e adorei poder conhecer ao vivo.

highline park

Bridge

Esse belo cartão postal de Nova York pode ser visto de vários lugares da cidade. Mas estar nele é outra coisa. Além de ver Manhattan “de fora”, a estrutura da ponte (a primeira suspensa a ligar Manhattan com o Brooklyn) é linda e gera ótimas fotos. Cuidado apenas para não invadir a parte da ponte dedicada às bikes! Assim você não atrapalha os ciclistas e evita um atropelamento, rs.

A ponte é sempre bem cheia, então cuidado no hora das fotos para não parar do nada e atrapalhar quem vem atrás e boa sorte: conseguir uma foto dela vazia é bem difícil!

Por conta do tempo curto, decidimos ir de metrô até o Brooklyn, apenas voltando a pé pela ponte e achei que valeu bastante a pena. Numa próxima viagem, quero conhecer de fato o Brooklyn e explorar a área chamada de DUMBO (Down Under the Manhattan Bridge Overpass) que, como o nome diz, fica na região inferior da ponte e que dizem ser bem bonita.

brooklyn bridge

Post longo, né? E olha que essas são apenas as atrações básicas! Nova York realmente é muito plural e está impossível fazer um post curto a respeito. É que eu enxergo os posts de viagem aqui do blog como um possível ponto de partida para quem vai para o mesmo destino e tento detalhar o máximo que dá sem deixar maçante.

Então prepare-se pois ainda tem muito mais! ;)

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