Jericoacoara 3 | Tatajuba

Finalmente chegamos em Jeri e começamos os passeios. (Tá boiando? Leia aqui sobre a idaaqui sobre as hospedagens e vem comigo).

 

Lá existem dois principais passeios e, seguindo a indicação da Sô, começamos pela Praia de Tatajuba, uma vila de pescadores que foi soterrada pela areia, sendo reconstruída em um local próximo, hoje chamado de Nova Tatajuba.

 

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Caminho chato…

 

 

Para começar, eu já havia ligado de São Paulo para o Neguinho, bugueiro super experiente e recomendado, e marcado dele nos buscar entre 9h e 9h30 na pousada. Eu havia pedido para ele tentar outro casal para ir comigo e com meu namorado no passeio pois assim fica mais barato. Isso é super comum por lá já que cabem 4 pessoas no buggy (cheguei até a ver 5, mas muitos bugueiros não topam levar mais que 4) e aí todo mundo divide o valor. No café da manhã acabamos conhecendo a Angélica e o Lucas, casal colega de pousada, e descobrimos que eles ainda não haviam feito esse passeio. Liguei para o Neguinho e, como ele não tinha conseguido mais ninguém para ir com a gente, chamamos nossos novos amigos que toparam na hora. Isso foi muito bom pois eles eram uma ótima companhia e nós passamos um dia muito gostoso ao lado deles. Acabamos inclusive indo jantar juntos. 

 

Quem está esperando (ou temendo) um passeio de buggy cheio de emoção, como os de Natal, esqueça: em Jeri, pelo menos para os bugueiros mais experientes, o buggy é apenas um meio de locomoção. Ele não faz manobras radicais nem nada muito doido e perigoso. Ou seja, em geral é bem seguro e tranquilo. O Neguinho nos contou que na semana anterior um bugueiro menos experiente quis fazer graça com os turistas e acabou virando o buggy, machucando alguns deles. Por isso é legal contratar alguém indicado, nem que seja uma indicação do próprio hotel. Caso não tenha encontrado nenhuma dica (e o Neguinho estiver ocupado, rs), aí sim vá até a Rua do Forró, na frente de onde a jardineira te deixou quando você chegou ou na Rua Principal que é fácil achar muitos bugueiros.

 

Este passeio custou R$200,00, ou seja, R$50,00 por pessoa. Caso não encontre mais ninguém para dividir o buggy negocie esse valor. ;)

 

Neguinho, bugueiro há quase 20 anos, é super gente boa e experiente.
Neguinho, bugueiro há quase 20 anos, é super gente boa e experiente.

 

A primeira parada do passeio foi em um manguezal onde tiramos fotos e tomamos uma água/cerveja. A seguir paramos na entrada de um braço de rio de onde saem barcos (a R$10.00 por pessoa) para quem quer ver os cavalos-marinhos do local. Eu já havia lido sobre esse passeio em blogs e confesso que não tinha muita vontade de fazer pois achei meio básico: você vai de barco até um ponto, o barqueiro pega o cavalo-marinho em um pote, te mostra, fala um pouco sobre ele e é isso. Por sorte meu namorado também não se empolgou e o casal, que era de Recife, disse que estão acostumados a ver cavalos-marinhos, mas nos esperariam se quiséssemos. Como ainda teríamos que esperar 20 minutos por um barco, já que não tinha nenhum disponível quando chegamos, desencanamos, seguimos em frente e não nos arrependemos.

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O próximo ponto de parada foi em uma casa, no alto da montanha onde uma senhora fica contando a história de Tatajuba. Dali dá para ver onde era o antigo povoado mas, ao contrário do que ouvimos falar, não vimos nenhum telhado por entre a areia, não. Tiramos fotos e seguimos em frente, estávamos os quatro muito focados em chegar logo às atrações mais famosas: o esquibunda e a lagoa. 

 

Enfim chegamos na Duna do Funil onde fizemos esquibunda, a primeira grande diversão da viagem! Por R$5,00 você desce quantas vezes quiser uma enorme duna de areia sentado em uma madeira até uma lagoinha. Existem épocas em que você cai direto da duna na água, mas nós ouvimos muitas pessoas lá contando que não choveu muito esse ano, por isso várias das atrações não estavam em sua melhor forma. Esse foi o caso do esquibunda que terminava antes do lago. Mesmo assim foi muito divertido descer! Esse é um passeio que tem que fazer. Mas ele tem um pulo do gato: você desce a vontade, mas a subida a pé é um terror. Extremamente cansativa. Existem 4×4 que fazem a subida, mas esse sim custa R$10,00 por vez. Ou seja, ou você deixa uma graninha lá, ou faz no máximo duas vezes já que é impossível subir a pé mais que isso. Eu fiz questão de subir sozinha, não pela grana, mas para saber como é. Acho que faz parte da tradição do passeio se matar pra subir, rs. Enfim, o esquibunda é muito divertido e, além disso, gera ótimas fotos e vídeos.

 

A deliciosa descida...
A deliciosa descida…

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E a mortífera subida
E a mortífera subida

 

Por fim chegamos na lagoa, na verdade no restaurante que fica à beira da lagoa. O Neguinho disse que era a última parte do passeio e que nós escolhíamos a hora de ir embora. Pegamos uma mesa na água, bem pertinho de uma rede (também na água) e fomos recebidos por um garçom nos apresentando o famoso cardápio ao vivo, uma travessa com três peixes frescos de diferentes preços, lagostas e uma porção de camarão. Você escolhe ali e eles preparam. Pegamos o peixe médio, que custava R$100,00, pois estávamos em 4 pessoas e pedimos as bebidas. É tudo muito simples, mas a ideia lá é relaxar. Enquanto esperávamos, os meninos ficaram conversando de surfe e as meninas deitaram nas redes na água e curtiram um “dolce far niente“.

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Cardápio ao vivo

 

Almoço pronto
Almoço pronto

 

Fazer nada fica ainda mais edificante quando você está deitada numa rede dentro d'água.
Fazer nada fica ainda mais edificante quando você está deitada numa rede dentro d’água.

 

Stand Up Paddle
Namorando arrasando no Stand Up Paddle

 

Quem quiser também pode alugar um caiaque
Quem quiser também pode alugar um caiaque

 

O peixe chegou junto com arroz, farofa e baião de dois e estava muito gostoso, bem temperadinho. Claro que em lugares menos turísticos do nordestes o peixe seria muito mais barato do que pagamos, mas como dividimos não ficou pesado. Depois do almoço o Bruno alugou uma prancha de Stand Up Paddle por R$30.00 a hora. Depois dele brincareu resolvi ir também. Quem disse que eu conseguia voltar? Até estava remando direitinho, mas não conseguia acertar a direção. Lá foi o supernamorado atrás de mim, trazer de volta a prancha e a namorada. O Lucas tirou foto do triunfal retorno:

 

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“Namorado herói salva namorada em lagoa que dá pé”

 

Na volta paramos no alto de uma duna para tirar algumas fotos bem legais. :)

 

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Conhecer gente nova é um dos pontos altos de qualquer viagem!

 

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Depois de um banho e descanso saímos para jantar (escreverei um post apenas sobre isso) e fomos no famoso Forró da Dona Amélia que só rola de quarta e sábado. Até meia-noite não paga para entrar e nós chegamos lá antes disso. O teto da pista de dança é aberto e nós dançamos um pouco ao som da banda ao vivo vendo as estrelas que apareciam pela primeira vez. Dizem que o céu noturno de Jeri é impressionante, mas como o tempo não estava muito firme durante nossa passagem, nós não pudemos curtir essa parte de Jeri. Uma pena. Ainda sim, valeu a visita mesmo que rápida ao forró. Sim, estávamos muito cansados e fomos embora antes mesmo da “balada” começar de vez. Assim, acabamos abrindo mão de comer na padaria que abre apenas às 2h, para saciar a fome dos que estão voltando para o hotel. De qualquer forma, adorei conhecer o forró!

 

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Nosso primeiro dia de passeio foi uma delícia, mas o melhor ainda estava por vir. No próximo post eu vou falar sobre a Lagoa do Paraíso que, para mim, foi a melhor parte de Jeri.

 

 

Para contratar o Neguinho basta ligar pra ele uns dias antes da viagem e dizer que ele foi indicado:

(88) 9922-2413 / (88) 9909-8858

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