Foz do Iguaçu 3 | Cataratas do lado argentino

Depois de conhecer o lado brasileiro das Cataratas, fomos para ver o lado argentino.

 

Transporte e ingresso

 

Ao perguntar se valia a pena fazer o mesmo esquema do dia anterior (ir de ônibus de linha ao invés de fechar um transfer) ficamos na dúvida pois a menina que vendia pacotes no hotel disse que teríamos que pegar um ônibus, descer na Aduana para mostrar nosso RG, e depois esperar outro ônibus para poder seguir em frente. Mesmo morrendo de medo de perdermos tempo demais, a diferença de valores nos fez arriscar mais uma vez: o transfer custava R$65,00 enquanto o ônibus de linha custava R$4,00. Além disso, estávamos com ideia de jantar na Argentina e se tivéssemos hora para voltar isso não seria possível. O ônibus chama Puerto Iguazu e passa na famosa Av. Juscelino Kubitschek. De fato ele demorou para passar, mas a supresa positiva foi que, na Aduana, ele não segue em frente. Ele para para as pessoas mostrarem seus documentos (Só vale o RG ou o Passaporte hein? Nada de carteira de motorista ou afins) e espera todo mundo lá fora. Assim não tivemos que esperar o próximo passar como nos havia sido informado.

Ônibus de linha que faz o trajeto entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu. Simplérrimo mas vale a economia.

 

O ponto final dele é uma espécie de rodoviária e lá tínhamos que comprar mais um ônibus que nos levaria até o Parque. Em real ele custava R$25,00 por pessoa (ida e volta), mas quem trocou dinheiro no Brasil acaba pagando mais barato se comprar a passagem em Peso, por conta do câmbio. Isso porque os lugares que aceitam real fazem a cotação de R$0,50. Mas no Brasil nós pagamos bem mais barato: R$00,37. O problema é que trocamos pouco e acabamos perdendo a chance de dar essa economizada.

 

Então minha dica é pegar pelo menos uns 150 Pesos ainda no Brasil, visto que a entrada no parque foi 90 Pesos, o almoço foi uns 40 e você ainda tem esse bus e talvez queira comprar lembrancinhas.

 

Ah, o último horário de saída do ônibus que te leva da rodoviária de volta para o Brasil é 19h, então caso escolha essa opção, fique atento.

 

O Parque Nacional Iguazu

 

O lado Argentino requer mais tempo do que o brasileiro para ser visitado, por isso reserve um dia só para ele. Ao entrar no parque você nota que ele tem um boa estrutura já que logo de cara você encontra lojinhas, bebedouro, banheiros e afins.

 

O principal meio de locomoção no parque argentino é um trenzinho que para próximo à entrada das principais atrações. O trenzinho é simpático, todo aberto e comporta bastante gente, mas logo de cara você pega uma raivinha dele. Isso porque você é obrigado a descer na primeira estação, mesmo que queria seguir para a garganta do Diabo que é a próxima estação. Sim, eles fazem você descer, entrar em uma fila e pegar outro trem no mesmo lugar. Isso debaixo de uma cobertura que deixa o lugar parecendo uma estufa. Bom, lá se vai pelo menos meia hora do seu dia e boa sorte…porque se estiver muito cheio e você não conseguir embarcar no primeiro trem que aparecer, lá se vai 1 hora, já que os trenzinhos só aparecem a cada 30 minutos. E a única coisa que você tem a fazer é respirar fundo, observar os quatis roubando comida dos turistas na lanchonete que tem na frente e repetir o mantra: estou de férias e nada vai tirar o meu humor!

Eu e Sô no trenzinho, ainda antes de descobrir que teríamos que descer, pegar uma fila, esperar meia hora e voltar para um trem igualzinho.

 

Fomos logo até o final do parque ver a Garganta do Diabo, uma das mais fortes e famosas quedas. É preciso andar cerca de 2,8 km para chegar até lá, mas isso é feito por uma passarela que tem fácil acesso e que possui alguns pontos de parada para descanso, inclusive áreas com sombra e bancos. Assim, até idosos conseguem fazer a travessia.

Um dos pontos de descanso na passarela que leva até a Garganta do Diabo.

 

No meio do caminho uma surpresa…no rio que passa abaixo da passarela um peixe enorme nadava contra a correnteza, ficando parado logo abaixo da passarela. Em volta dele estavam várias moedinhas que devem ter sido jogada por turistas. Mesmo sem saber o que significava aquilo eu e a Sô não tivemos dúvida: jogamos uma moedinha e fizemos um pedido. Tentei encontrar alguma história na internet a respeito disso mas não achei nada.

Local onde paramos para fazer um pedido. Apelidamos o peixe que fica lá de Guardião dos Desejos.

 

Depois voltamos e almoçamos na estação central. Achamos as coisas caras. Duas empanadas e um refrigerante, por exemplo, saíram 40 pesos. E essa era a opção mais barata. Com o peso que trocamos a R$00,37, o pedido ficou em R$14,80, mas se você fosse pagar em real, pagaria R$20,00. Se quiser fugir das besteirinhas, piorou: o restaurante era self service e custava 120 pesos por pessoa. Sim, quase R$45.00 se você tivesse trocado dinheiro no Brasil.

 

Depois desse almocinho superfaturado fizemos a trilha superior e não existe muito o que dizer. Você vai andar bastante e ver as cataratas de muitos ângulos diferentes. Arco-íris e borboletas são vistos por todo o percurso, logo se prepare para muitas fotos. Elas não exprimem tão perfeitamente a beleza do lugar, mas é uma lembrança que você vai querer guardar.

Parte da trilha inferior, vista desde a trilha superior.

 

Por fim, pegamos a trilha inferior e chegamos no ponto que mais estávamos esperando: um mirador que te deixa de cara com uma das quedas d’água, te molha todinho e é a melhor parte do passeio.

 

Não é preciso levar uma troca de roupa, mas é legal ter uma toalha na mochila. Se estiver calor, você se seca naturalmente no caminho de volta.

 

Na volta, ao invés de irmos até a rodoviária, pedimos para o motorista parar no ponto que existe próximo ao shopping Punto Iguazu, que fica logo na entrada da cidade. Fizemos umas comprinhas por lá (inclusive em uma loja argentina de bijus e acessórios que eu amo, a Isadora) e fomos jantar em um restaurante que ficava por lá mesmo, o Frawen’s. Comida deliciosa e super bem servida. Ah, o shoppinzinho, que é em estilo Open Mall, possui wi-fi grátis.

O Open Mall Punto Iguazu.

 

Resolvemos passar no Free Shop antes de voltar ao Brasil e fomos a pé mesmo, especialmente porque não tinha mais bus passando aquela hora. Andamos por uns 20 minutos na lateral da rodovia (as loucas), cruzamos a Aduana a pé sem problemas (é preciso mostrar o RG novamente) e lá estávamos nós. Aí não teve jeito: tivemos que pagar absurdos R$50,00 por um táxi que nos levasse de volta ao hotel. Ainda naquela noite voltamos à Puerto Iguazu para irmos no Cassino, mas isso fica para outro post.

 

É difícil escolher um dos lados (Brasil x Argentina) como mais bonito, mas talvez pela quantidade de paisagens belas, eu teria que ficar com os hermanos. Mas, repito: não deixe de visitar os dois lados. Ambos valem muito a pena e sua experiência fica muito mais completa.

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