Foz do Iguaçu 2 | Parque das Aves e Cataratas

Ir para Foz do Iguaçu e não visitar as famosas Cataras do Iguaçu, é o mesmo que não ir, fato. No próprio hotel, dependendo de onde você ficar hospedado, é possível comprar passeios e transfers para os dois lados deste que é considerado um Patrimônio Natural da Humanidade e uma das 7 Maravilhas da Natureza. E por dois lados leia-se o lado brasileiro, que fica em Foz do Iguaçu mesmo, e o lado argentino que fica em uma cidade chamada Puerto Iguazu, que faz fronteira com Foz.

 

Fomos tirar algumas dúvidas com a menina que vendia esses passeios no nosso hotel (falei dele aqui) e ela nos disse que era possível em um mesmo dia visitar o Parque das Aves e o Parque Nacional do Iguaçu, o lado brasileiro das cataratas. Confesso que ainda não tinha certeza se faria o Parque das Aves, mas como não é caro para entrar e sobraria tempo, resolvemos conhecer. Ele fica quase em frente ao Parque Nacional, o que facilita bastante a vida dos turistas que querem fazer os dois. Realmente é tranquilo conhecer os dois parques no mesmo dia, a não ser que você queira fazer todos os passeios pagos no Parque Nacional, que eu vou explicar mais para a frente.

 

Transporte

 

Esse foi o pulo do gato da viagem. A fez uma bela pesquisa em blogs e, em um deles, pegou uma dica de ouro: esquecer o transporte oferecido nos hotéis e procurar o próprio ônibus local para chegar até o parque.

 

Perguntamos no hotel onde poderíamos pegar o ônibus de linha e havia um ponto na Av. Juscelino Kubitschek, ou seja, a apenas duas quadras de onde estávamos hospedadas. O ônibus é o mesmo que passa no Aeroporto e chama-se Parque Nacional / Aeroporto. Ele passa de 20 em 20 minutos e o ponto final dele é na porta do Parque Nacional…impossível errar. Na volta é só pegá-lo no mesmo lugar e perguntar ao cobrador onde descer. Agora a parte mais feliz da história: ele custa R$2,65. Ou seja, somando ida e volta gastamos R$5,30. Se tivéssemos optado pelo transfer do hotel, gastaríamos, cada uma, R$45,00!!

 

Ou seja, não pense meia vez.

 

Parque das Aves

 

Resolvemos passar nele antes pois sabíamos que iríamos sair cansadas e molhadas das cataratas e por ele ser um passeio mais curto. Em uma hora e meia é possível visitar tudo com tranquilidade.

 

Valor: R$19,00 (Idosos e estudantes com carteirinha pagam meia. O valor para entrageiros é diferente.)

 

O parque das aves nada mais é do que um grande passeio em meio a árvores onde se encontram diversas espécies de pássaros, alguns répteis e também muitas borboletas. Em alguns pontos do local é possível entrar no viveiro dos pássaros e chegar pertinho deles, especialmente do Tucano que é um bichinho muito amostrado que não tem medo nenhum de chegar perto dos turistas. Eu e a Sô é que tivemos medo deles, rs. As aves não fizeram nada, claro, mas as paulistanas aqui não estão acostumadas com a vida selvagem, hehe.

 

O que pouca gente sabe é que o Parque das Aves é uma iniciativa privada de um casal de alemães. O local é de fácil acesso e tem uma boa estrutura. No final você pode tirar foto com uma arara no braço (não paga nada por isso, mas você pode deixar uns trocados para o garoto que cuida da ave) e com uma jibóia, mas nós dispensamos essa última, rs.

 

Na entrada do parque eles dão um mapa, mas a trilha e as placas fazem com que você consiga seguir o caminho sem precisar dele. Esse passeio é legal para começar de forma light, tirar boas fotos e ver aves lindas. Além disso, o local possui uma lojinha com lembrancinhas de viagem e um espaço para almoçar ouvindo músicos tocando musiquinhas gostosinhas. Acabamos comendo por lá mesmo, assim, quando chegássemos no Parque Nacional, poderíamos nos concentrar apenas nas Cataratas. Gostamos muito do lugar mas, se você tiver que cortar alguma coisa do seu itinerário, o Parque das Aves é dispensável.

 

Parque Nacional do Iguaçu

 

A estrutura do parque é ótima e não é a toa que você encontra todo tipo de visitantes: jovens, idosos, crianças (inclusive em excursões escolares) e até pais com bebês.

 

Valor: R$24,60 para brasileiros. (Não inclui alguns passeios internos. Estrangeiros pagam outro valor)

 

Para chegar próximo às quedas é preciso andar, mas o caminho todo é feio em passarelas de cimento. Nada de trilhas difíceis em meio à mata. O maior cuidado que você tem que tomar são com os Quatis, bichinhos lindinhos, mas que roubam comida dos turistas e podem morder e passar raiva. Não tente passar a mão neles, não os alimente, não carregue saquinhos e cuidado com bebidas e comidas. Eles são ágeis e dão susto em vários turistas.

Quati: bonitinho mas ordinário.

 

Assim que você entra no parque um ônibus espera pelos turistas. Esse bus está incluso no ingresso e para em três pontos do parque.

 

Trilha do poço preto

A primeira parada é um passeio pago e trata-se de uma trilha de 9 km que pode ser feita a pé, de bicicleta ou de carro elétrico e que termina com um passeio de barco pelo Rio Iguaçu. O passeio leva em torno de 4 horas e precisa ser agendado com um dia de antecedência. Valor: R$ 135,00 (Crianças e Idosos pagam R$67,50).

 

Nós não fizemos esse passeio, então continuamos no ônibus e seguimos em frente para a próxima parada.

 

Macuco Safari

A segunda parada também é um passeio pago a parte, mas é que o todos vão dizer: você tem que fazê-lo. O Macuco Safari é o famoso passeio de barco que passa pertinho de uma das quedas d’água das cataratas, deixando todo mundo ensopado. Nós íamos fazer esse passeio, mas como sabíamos que nos molharíamos e teríamos que trocar de roupa, carregar as coisas molhadas na mochila e tal, resolvemos ir primeiro para a terceira parada e depois retornar.

 

Quando voltamos, estávamos ansiosas para ver logo qual era a do famoso Macuco Safari. Depois de andar em um carro elétrico pela mata e caminhar um pouco em uma trilha, nós chegamos ao ponto de embarque. Quem quiser pode continuar no carro e evitar a caminhada, mas ela é leve e só quem tem mobilidade reduzida acaba optando por não fazê-la.

Carro elétrico que transporta os turistas. No caminho existem duas pausas para a guia explicar (em português, espanhol e inglês) algumas particularidades da fauna do lugar.

 

Antes de embarcar colocamos nossas mochilas em um porta-volumes que custa R$5,00, vestimos nossas capuchas e coletes salva-vidas e lá fomos, rumo à muita água.

Pertinho de uma das quedas. O barco chega ainda mais próximo, molhando todo mundo e fazendo a alegria dos turistas.

 

Nós ficamos bem na frente, onde nem banco tem. Esse é o lugar que mais molha, mas é também o mais legal! Durante a aproximação você toma muito vento na cara e fica impressionado pela força do motor do bote e destreza do piloto, pois nesse momento você está indo contra a correnteza, que é super forte. Mas chegamos lá sem susto. Pausa para fotos, tiradas pelos próprios profissionais do bote que levam uma câmera especial que também filma. No final você pode comprar as fotos e o vídeo por preços bem absurdos. Como quase ninguém tem máquina a prova d’água, eles devem vender bem até, mas a Sô levou a capa a prova d’água dela e nós levamos nossa própria máquina digital. As fotos saem respingadas, claro, mas é muito legal ter uma memória de um passeio tão legal! O importante é que a máquina saiu inteira e nós temos fotos do momento.

Nos preparando para a aproximação. Mas, antes, pausa para a foto.

 

Chegando perto…

 

Chegou. Impossível não se molhar, impossível não curtir.

 

Macuco Safari, o passeio que todo mundo devia fazer.

 

Quando o barco passa a poucos centímetros de uma das quedas é muito emocionante. Você se molha todo e esquece de qualquer outra coisa que não seja aquela maravilha da natureza. Todo mundo só consegue gritar, dar risada e olhar para cima, para a queda d’água. O passeio dura em torno de 20 minutos, mas vale muito…inclusive o preço salgado. E não precisa ter medo, vimos crianças e idosos fazendo o Macuco Safari sem problemas.

 

Valor: R$ 140,00. (No hotel pegamos um descontinho e pagamos R$135,00. Idosos e crianças pagam R$70,00.)

 

Dica: Leve uma toalha e uma troca de roupa completa pois mesmo com a capucha, você sai completamente encharcado. Na volta, do lado dos guarda-volumes, existe um banheiro com local para você se secar e se trocar.

 

Dica 2: Quando visitamos o lado argentino vimos que lá existe um passeio semelhante, mas feito em uma queda d’água um pouco mais alta e mais forte. Um guia local nos disse que é mais legal fazer o passeio do lado argentino. Caso queira testar a dica, depois conte como foi. ;)

 

– Trilha das Cataratas

Esse é a única parada que está inclusa no seu ingresso. Basta descer do bus, seguir a trilha de 1.200 metros (toda asfaltada, fácil de caminhar) e ir se aproximando das Cataratas. Durante a caminhada é possível parar em vários pontos para tirar fotos das quedas a distância. Próximo às cataratas existem três níveis de passarela para observação. Você chega pela do meio e pode pegar um elevador para chegar até a mais alta e/ou descer a pé até a mais baixa. A vista das mais altas é incrível, mas essa mais baixa é a mais legal pois é nela que você se molha, já que a força da água batendo no rio faz com que se crie uma garoa quase constante e deliciosa de tomar. Por isso é melhor fazer a passarela do meio e a mais alta primeiro, para depois se molhar sem medo na passarela mais baixa.

 

Primeira vista das cataratas.

 

Vista da passarela do meio

 

A passarela de baixo (a mais legal) vista da passarela do meio.

 

As cataratas vistas da passarela mais alta.

 

Nessa passarela mais baixa, muitos turistas vestiram suas capuchas e saíram correndo para fugir da água, mas esse foi um dos momentos mais emocionantes para mim e para Sô. Nós simplesmente abrimos os braços, fechamos os olhos e lavamos a alma nas águas do Rio Iguaçu.

Esqueça a capucha e se molhe mesmo.

 

Vista da passarela mais baixa

 

Depois disso nós fomos andando até o Espaço Porto Canoas onde existem lojinhas de presentes, praça de alimentação e até um ambulatório. De lá também sai o ônibus que retorna à entrada do parque, lembrando que nós paramos no Macuco Safari, pois o fizemos na volta e, de fato, essa foi uma ótima decisão.

 

No Parque Nacional ainda é possível fazer outros passeios como rafting, voo de helicóptero, arvorismo e mais. No site você pode se informar melhor a respeito,

 

O passeio foi incrível e nós sentimos que começamos com o pé direito. No dia seguinte iríamos para o lado argentino e já adianto: não dá para escolher. O ideal é fazer os dois e ponto final. Quanto à ordem, não mudaria…faria mesmo primeiro Brasil e depois Argentina.

 

No próximo post vou falar sobre Puerto Iguazu e o lado hermano das Cataratas.

 

ATENÇÃO – Fique esperto com o seu celular. Eu tenho Claro e, para minha surpresa, chegando no Parque Nacional, meu celular entrou em Roaming internacional. Ou seja, para minha operadora, eu estava em terras argentinas e não no Brasil. Isso significa que se eu fizesse qualquer ligação ou usasse meu 3G eu ia pagar taxas absurdas pelo serviço. Mais que isso, se eu sequer estivesse com meus dados de segundo plano ativados, eu já traria uma bela dívida, mesmo sem ter deixado o país. Já pensou a dor de cabeça? Por sorte, assim que cheguei em Foz eu já desabilitei os dados secundários (que são cobrados por minuto mesmo que você não use o 3G) e não tive problema. Mas é bom ficar muito atento. Caso não saiba como desabilitar essa opção no seu celular, ligue para sua operadora antes de viajar.

5 comments

  1. Ola. Estou indo para foz no comrco de maio… voce sabe se eh possivel fazer o passeio parque das aves e depois cataras de uma soh vez? Obrigado!!!

    1. Oi Bruno, tudo bem? Sim, como comento no post, é possível fazer o Parque das Aves e o lado brasileiro das Cataratas no mesmo dia, contanto que você não ligue de não fazer todos os passeios pagos das cataratas (o que representa um gasto considerável). Eu acredito que esses passeios que fiz estão de bom tamanho. Mas o lado argentino é melhor ser feito em outro dia.

      Boa viagem!

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