Miami 3 | Restaurantes

Quem fala quem vai para os Estados Unidos e só come mal, definitivamente não andou indo nos lugares certos. É claro que comer bem requer um gasto maior, mas isso em qualquer lugar do mundo, não? Graças a grande comunidade cubana que vive em Miami, por lá é possível até achar arroz e feijão…não que eu estivesse procurando por isso. Quando viajo, quero mais é conhecer coisa nova e tento passar longe das brasilidades que estarão esperando aqui por mim quando eu voltar.

 

Como comentei neste post aqui, próximo ao nosso hotel de Miami tinham opções do mundo todo e nem deu para provar todas. Mas vou escrever aqui um pouco sobre o que conseguimos fazer e comer por lá.

 

Las Vegas Cuban Cuisine

 

Para que não sabe, sou fãzassa de Dexter e estava lendo o terceiro livro do romance que inspirou o seriado logo antes da viagem. Além da história se passar em Miami, no livro fala-se muito de como Dexter gosta de um sanduiche cubano chamado Medianoche. Enfiei na cabeça que queria provar um deste e convenci meu irmão e minha cunhada a irem num restaurante cubano logo na nossa primeira refeição, já que cruzamos com um na mesma rua do hotel, o Las Vegas Cuban Cuisine.

las vegas cuban cuisine 1

 

Os três pediram o mesmo lanche, o tal “lanche do Dexter” que vinha acompanhado de fritas. Não. Vinha acompanhado das fritas mais gostosas que os três já comeram na vida. Era quase como se ela fosse empanada, lembrava muito as curly fries do falecido (no Brasil) Arby’s.

Medianoche: presunto serrano, queijo suíço, picles, carne de porco assada e maionese.
Medianoche: presunto serrano, queijo suíço, picles, carne de porco assada e maionese.

 

O lanche também era muito gostoso, com sabores bem diferentes e fortes. Ele era enorme e no fim eu e minha cunhada acabamos deixando cada uma metade do seu sanduiche e das fritas. Embrulhamos e demos para um morador de rua. Ou seja, se estiver com alguém que não come muito ou não está com muita fome, divida um lanche sem medo.

 

O lanche custava U$7,95 e um refrigerante (que foi o que eu bebi) U$1,75.

 

Endereço:

6970 Collins Ave., Miami Beach, FL 33141

Telefone:

(00 xx 1 305) 864.1509

Horário de funcionamento:

De domingo a quinta das 11h às 22h. Sexta e sábados das 11h às 23h.

 
 
 
 
 

Buenos Aires Bakery & Cafe

 

Como já havia comentado em outro post, não achei que vale muito a pena tomar café da manhã no Casablanca On The Ocean, nosso hotel em Miami. Na primeira manhã lá andamos até essa espécie de padaria argentina, a Buenos Aires Bakary & Cafe, especialmente porque minha cunhada tinha se encantado com os doces no dia anterior, quando estávamos explorando a área. Ok, eu vou todos os anos para a Argentina, mas mesmo assim não consigo resistir a uma medialuna fresquina no café da manhã.

O ambiente.
O ambiente.

 

As opções lá são muitas e eu aproveitei para americanizar um pouco o desjejum com um bagel com cream cheese, coisa que eu adoro! Tudo frequinho, não nos arrependemos.

Meu café da manhã mezzo argentino mezzo judeu.
Meu café da manhã mezzo argentino mezzo judeu.

 

Caso vá lá, atenção: ao chegar pegue uma senha que pode ser retirada em uma ilha que existe de frente para o balcão e espere a atendente te chamar. Quando isso acontecer diga para ela o que você quer, pague e espere ali mesmo para levar para a mesa. Escolha a bebida antes em uma das geladeiras do local ou peça o café quente no balcão. Eu gastei U$4,40.

 

Endereço:

7134 Collins Ave. Miami Beach, FL 33141

Telefone:

(00 xx 1 305) 861.7887 

Horário de funcionamento:

Todos os dias das 7h às 21h.

 
 

 

Bubba Gump Shrimp & Co.

 

Este era um restaurante que já estava nos planos antes mesmo de sairmos do Brasil. Para quem não se lembra, ou não viu, em uma das partes do filme Forrest Gump, o personagem de Tom Hanks abre uma companhia de camarões chamada Bubba Gump, uma homenagem a um antigo companheiro de Vietnã, o Bubba.

Na entrada do restaurante as pessoas podem posa para uma foto em uma réplica de um dos cenários mais famosos do filme: o banco onde Forret senta com uma malinha, uma caixa de chocolates e conta sobre sua história enquanto espera o ônibus.
Na entrada do restaurante as pessoas podem tirar fotos em uma réplica de um dos cenários mais famosos do filme: o banco onde Forrest senta com uma malinha, uma caixa de chocolates e conta sobre sua história enquanto espera o ônibus.

 

Bubba Gump 2
Ah, e tem o tênis que o personagem usa e que faz todo mundo ficar com o pé levemente desproporcional. rs.

 

A cadeia de restaurantes Bubba Gump Shrimp & Co. é toda tematizada de acordo com o filme e tem fotos, peças de figurino, plaquinhas com algumas frases famosas do longa e, claro, muito camarão. O local serve também outros tipos de comida, mas se tem shrimp no nome, não tem como não experimentar o camarão do Bubba Gump, né?

O lindo ambiente do Bubba Gump de Downtown Miami.
O lindo ambiente do Bubba Gump de Downtown Miami.

 

Enquanto está tudo bem, você deixa essa plaquinha exposta. Se quiser chamar o garçom, basta pular para a placa de trás que diz "Stop, Forrest, stop" que agum atendente para na sua mesa assim que passar por você.
Enquanto está tudo bem, você deixa essa plaquinha exposta. Se quiser chamar o garçom, basta pular para a placa de trás que diz “Stop, Forrest, stop” que algum atendente para na sua mesa assim que passar por você.

 

O cardápio de drinks é uma raquete de tênis de mesa. Para quem não se recorda, Forrest pratica o esporte em uma das partes do filme.
O cardápio de drinks é uma raquete de tênis de mesa. Para quem não se recorda, Forrest pratica o esporte em uma das partes do filme.

 

Para começar pedimos uma entrada chamada Shrimpers’s Heavean que traz batata frita e camarão de três jeitos: empanado em lascas de coco, grelhado e frito envolto em massa de tempurá. A porção é super bem-servida e vem ainda com três molhinhos de acompanhamento. Todos os jeitos são gostosos. Eu amei o tempurá, já meu irmão se encantou pelo envolto em coco. Enfim, essa entrada é pedida obrigatória para quem visita a rede.

 

Como prato principal eu pedi um macarrão com camarão (ah vá) e alho, meu irmão um Shrimp New Orlean e minha cunhada o Accidental Fish and Chips, que vinha com um peixe Mahi Mahi e arroz jasmine.

Nossos pratos no cardápio...
Nossos pratos no cardápio…

 

...e na mesa.
…e na mesa.

 

Meu deus, que delícia! Eu amei o meu macarrão. Meu irmão e minha cunhada gostaram muito do prato deles, mas reclamaram do arroz estar um pouco duro. Como eu comentei aqui, pedi uma sangria para tomar e ainda ganhei um Shaker de presente.

 

Depois do almoço, não tem como deixar de passar na lojinha de presentes que pode ser muito irresistível para alguém que, como eu, adora o filme. Eles tem coisas muito legais, cheias de referências ao que acontece na história e muito bom humor. Essa rede também possui restaurantes em outras cidades dos Estados Unidos, em Cancun e até na Ásia. Então, se for viajar, tente encontrar um endereço. Vale demais!

 

O preço? Eu já te falei que adorei o lugar? Hahaha! Ok, devo admitir, é caro. O jantar sem sobremesa (não cabia) saiu U$100,00 para três pessoas.

 

Endereço:

Bayside Marketplace

401 Biscayne Blvd. Miami, FL 33132

Telefone:

(00 xx 1 305) 379.8866

Horário de funcionamento:

De domingo a quinta das 10h30 às 22h, sextas e sábados das 10h às 23h. Como a Heat Arena é bem próximo, eles ficam abertos uma hora a mais em dia de jogo.

 
 

 

The Cheesecake Factory

 

Agora escrevendo o post me dou conta que grande parte das nossas escolhas gastronômicas se basearam em filmes e programas de TV, pois quando vi uma The Cheesecake Factory, lembrei na hora que é nessa rede que a personagem Penny do seriado “The Big Bang Theory” trabalha e convoquei todo mundo para entrar. Esse foi o mesmo dia em que estivemos no Bubba Gump, mas um pouco mais tarde pois havíamos passado no hotel para tomar banho e saímos para conhecer o Cocout Grove que era bem longinho do hotel. Como chovia, o Coconut estava bem mortinho (falarei dele em outro post), então só nos restou entrar e pedir a sobremesa que agora sim teria espaço.

the cheesecake factory 1

 

O lugar tem modestos 37 tipos de cheesecake. Os pedaços são enormes e um sabor parece melhor que o outro. Pedimos até ajuda do simpático garçom para escolher. No final das contas eu fui no de Oreo, o meu irmão no de limão e minha cunha em um de chocolate com queijo mascarpone.

 

Todos estavam maravilhosos! O meu era super doce e acabei tendo que levar metade embora. Demorei uns 5 dias para conseguir dar cabo dele. O do meu irmão era mega refrescante, adorei. O da minha cunhada achei enjoativo e apesar de gostoso, foi o que eu menos curti.

Oreo Dream Extreme Cheesecake.
Oreo Dream Extreme Cheesecake.

 

Lemon Raspberry Cream Cheesecake
Lemon Raspberry Cream Cheesecake

 

Chocolate Tuxedo Cream Cheesecake.
Chocolate Tuxedo Cream Cheesecake.

 

As moiçolas, bobas, pediram prosecco para acompanhar o cheesecake porque, em uma viagem, as cobinações não precisam fazer sentido, precisam te fazer feliz! Meu irmão pediu uma cerveja e a conta saiu U$20,00 por pessoa. Lembro dos cheesecakes custarem entre U6,00 e U$8,00 cada pedaço.

 

No cardápio também existe diversas opções de lanches e refeições. Olha, também colocaria uma The Cheesecake Factory como parada obrigatória para quem curte esse doce. Existem lojas da marca em diversos pontos dos Estados Unidos.

 

Endereço:

3015 Grand Avenue Coconut Grove, FL 33133

Telefone:

(00 xx 1 305) 447.9898 

Horário de funcionamento:

De segunda a quinta das 11h30 às 23h30,

sextas e sábados das 11h30 à 00h30 e domingos das 11h às 23h.

 
 
 

 

Largo Bar & Grill

 

Na nossa última noite em Miami, depois de voltarmos de Orlando, retornamos ao Bayside Marketplace para ver as crianças pedindo doces no Halloween e ficamos para jantar por lá. Escolhemos o Largo Bar & Grill pois ele estava num lugar mais calmo e por oferecer preços não tão assustadores (era o último dia de viagem e nós estávamos quebrados).

Quando você esquece de tirar foto do amebiente é assim: tem que postar uma em que você está com cara de bolacha já que é a única que mostra o clima do lugar.
Quando você esquece de tirar foto do ambiente é assim: tem que postar uma em que você está com cara de bolacha já que é a única que mostra o clima do lugar.

 

O clima do lugar é bem gostoso, calmo e o atendimento é super atencioso. Quando vi no cardápio Clam Chowder me coçei todinha de vontade, pois já ouvi falar desse prato muitas vezes nos reality shows de chefs que vejo na TV. É uma espécie de caldo grosso de frutos do mar e meu deus, estava absolutamente delicioso. Como nunca tinha provado o prato, não tenho como comparar, mas que estava ótimo, estava. Depois pedi um macarrão com camarão (igual minha cunhada) e meu irmão pediu uma lasagna. Gostei muito do macarrão que era bem picante e lotado de grandes camarões. Se não gostar de comidas apimentadinhas, peça outra coisa.

Clam Chowder.
Clam Chowder.

 

Scampi of the Sea.
Scampi of the Sea.

 

As moças foram de vinho e o moço, que ia dirigir para o aeroporto em poucas horas, foi de suco de laranja. Minha parte da conta ficou em U$32,00.

 

Endereço:

Bayside Marketplace

401 Biscayne Blvd Miami, FL 33131 

Telefone:

(00 xx 1 305) 374.9706

Horário de funcionamento:

De segunda a domingo das 11h30 à oh.

 
 

 

Em todos esses lugares fomos muito bem atendidos e provamos coisas que adoramos. Os preços, quando convertidos para real, doem, mas como já dizia o poeta “quem converte não se diverte” e conhecer bares e restaurantes bons faz sim parte de uma viagem, mesmo que o objetivo dela seja compras ou parques.

 

Ai, escrever esse post deu saudade de cada um desses sabores. Quer prova maior que essa de que eu gostei da comida de lá?

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Miami 2 | Compras

No nosso segundo dia de Miami fomos atrás das primeiras compras. Acabamos ficando muito mais tempo do que pensamos em lojas que imaginávamos dar apenas uma passada. Como queríamos comprar câmeras fotográficas resolvemos ir direto na Best Buy. Acabamos achando uma dentro de um minishopping que tinha também uma T.J.Maxx e uma Ross Dress For Less. E é sobre essas lojas que vou falar nesse post.

 

Best Buy

 

Antes de ir pesquisei bastante indicações sobre onde comprar eletrônicos e todo mundo recomenda muito a Best Buy. As lojas da Best Buy de fato são sempre bem completas e possuem bons preços. Nós fomos na da 5th Street and Alton em Miami Beach mesmo. Já tinha lido que o atendimento é o ponto negativo da rede e logo de cara percebi que as pessoas não falam isso sem razão: demoramos muito para conseguir atendimento! Pelo menos quando conseguimos, demos a sorte de pegar um vendedor bacana, que explicou tudo que queríamos, conseguiu descontos e foi bem paciente.

5th and alton
Fachada da Fifth & Alton Miami Beach. Best Buy, Ross Dress For Less e T.J. Maxx em um só lugar.

 

Nesse dia compramos apenas as máquinas fotográficas, mas lá também é possível comprar videogames, jogos, celulares, televisores, aparelhos de som, DVD. As opção são muitas!

 

No caso da câmera acabei até comprando uma assistência da Best Buy de um ano, pois a garantia das Canons compradas nos EUA e Canadá só valem nesses dois países. Como o vendedor me deu um desconto na câmera se eu comprasse o seguro, eu acabei pagando menos de U$20,00 por ele. Assim, se algo acontecer com a câmera, eles buscam o aparelho aqui no Brasil e me mandam uma nova, sem nenhum custo adicional.

 

De qualquer maneira minha dica é já ir com a cabeça bem definida quanto ao que você quer, pois os vendedores estão sempre ocupados, correndo para cá e para lá, e você pode não ter a atenção que esperava na hora de decidir. Além disso, eles vão tentar te vender Bundles, que são kits que geram economia, mas que só valem a pena se você quiser tudo que tem nele. No meu caso o Bundle vinha com outra lente, uma capa enorme da câmera e um cartão de memória. Mas eu não tava preparada para gastar mais dinheiro naquilo e acabei não pegando. Acaba que na empolgação (sua e do vendedor) você pode acabar pegando coisas a mais que no fundo não precisava, não queria, ou não estava preparado financeiramente para pegar. Quanto mais certo for do que quer levar, menores são as chances de levar algo que vá se arrepender depois.

 

Ross Dress For Less

 

Eu já tinha lido que essa loja tinha roupa bem baratinha, mas eu realmente não imaginava o quão barato era! Entramos para dar uma voltinha e saímos os três (eu, meu irmão e minha cunhada) lotados de roupas. Entrando na loja, ela lembra muito um brechô, com roupas diferentes (muitas peças únicas) misturadas entre si, divididas apenas entre blusas, calças, vestidos e afins, tanto do lado feminino quanto do lado masculino da loja. O que eu achei mais engraçado é que no meio de um monte de peças baratinhas e sem marca, do nada você acha uma peça de marca com um preço ótimo.

 

Eu encontrei um vestido longo de festa da Kelvin Klein, muito bonito, por U$49,00! Não teve como não pegar, né? Meu irmão comprou polo da Tommy Hilfinger bem barata também.

 

As peças sem marca são meio descartáveis, mas a loja vale o garimpo! Tinha uma sessão pequena de coisas para casa, mas o forte mesmo é o vestuário.

 

T.J. Maxx

 

O esquema da T.J. Maxx é bem parecido com a da Ross, mas as coisas para casa ganham um pouco mais de espaço. Como eu já havia comprado bastante roupa na primeira loja, acabei me focando em outras coisas aqui. Arrematei uma coberta e uma carteira. Lembro de ter visto também bolsas Michael Kors mais baratas, mas ainda na faixa dos U$150,00.

Eu havia lido que essa era uma boa loja para comprar malas, mas pelo menos nessa unidade que eu fui não achei nenhuma que me agradasse. Acabei comprando mala em um outlet mesmo (falarei deles mais para frente).

 

Bayside Marketplace

 

Depois das compras fomos almojantar no Bubba Gump (que vale um post só para ele) e quando chegamos no local indicado pelo GPS, surpresa: o restaurante fica em um pequeno centro de compras a céu aberto, o Bayside Marketplace. Lá existem lojas de roupas, sorveteria, restaurantes e várias lojas de lembrancinhas. O lugar é super charmoso tanto de dia quanto de noite e das coisas que vi por lá as que mais gostei foram uma lojinha de plaquinhas vintage e um quisoque com bolsas lindas, onde comprei a bolsa que mostrei nesse post aqui.

Bayside 1

Bayside 2

Bayside 4

Bayside 3

 

Mas, turistas, cuidado!! Paramos o carro no estacionamento municipal que fica na frente do Bayside e quase passamos por um perrengue. Ao parar nesse estacionamento é preciso ir até uma máquina que fica na calçada, pagar U$6,00, pegar um ticket que a máquina te dá e colocar dentro do seu carro, no vidro da frente, como uma Zona Azul. Ele vale por duas horas.

 

 

Depois de almoçarmos, queríamos dar uma volta no local, mas o tempo do ticket estava quase expirando. Resolvemos voltar para o estacionamento para pagar por mais tempo e quando lá chegamos vimos um cara olhando dentro do nosso carro, enquanto outro dava cobertura, ficando de olho no guardinha do estacionamento (que conversava tranquilamente com uma pessoa sem nem perceber e a situação). Avisei meu irmão que chegou perto do cara e perguntou o que estava acontecendo. O cara disse que estava só fazendo xixi na roda do carro (e estava de fato, iuuu) e pediu desculpas. Ele ficou falando várias coisas, como morava na rua, não via os filhos fazia tempo…enfim. O fato é que percebemos que o tal xixi era um disfarce para ele olhar o que tinha no carro. Isso porque os carros alugados possuem adesivos com códigos de barras nos vidros, o que torna fácil sua identificação.

 

Já tinha lido sobre furtos em estacionamento de outlets, onde os ladrões abrem os carros para roubar as compras dos turistas. Bom, imaginamos que era justamente isso que o mijão estava querendo. Por isso é sempre muito importante guardar tudo no porta-malas, não deixando nenhum tipo de compras a mostra. Se possível, o melhor é sempre voltar ao hotel para deixar as coisas.

 

Até hoje não sabemos se ele ia tentar a sorte (pois não tinha nenhuma compra a vista) ou não. Ainda bem que voltamos a tempo de evitar a dor de cabeça, mas depois disso decidimos ir embora. O clima morreu naquele susto.

 

Acabamos voltando ao Bayside para jantar outra noite, mas conto mais nos posts sobre restaurantes. Em breve!

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Miami 1 | Voos e Hotel

Era bastante inusitado uma pessoa que fala inglês fluente nunca ter visitado nenhum país de língua inglesa. Mas esse ano eu estava determinada a acabar com essa ironia e finalmente conhecer alguma cidade dos Estados Unidos. Meu irmão e minha cunhada se empolgaram com a ideia e nossa primeira ideia de destino foi Nova York, um dos lugares que mais sonho conhecer. O plano era esse, mas na hora H, NYC acabou ficando um pouco mais caro do que havíamos planejado e tivemos que mudar o foco. O plano B foi apostar em um pacote que incluísse Miami e Orlando. Não nos arrependemos. Aos poucos vou contar as coisas mais legais que vi e encontrei nos dois lugares, começando por este post aqui.

 

Pacote

 

Toda viagem rola aquela dúvida: comprar pacote ou ir por conta? Normalmente escolho a primeira opção, mas com tantos pacotes atraentes para o destino que escolhemos, não conseguimos resistir. Mais do que isso, num arroubo de fé, compramos não só um pacote, mas um pacote ofertado em um site de compras coletivas, o Groupon. Por ser um site grande e famoso, um dos pioneiros nesse mercado, fiquei um pouco mais tranquila, mas mesmo assim, sempre resta a dúvida se tudo vai dar certo.

 

O pacote pertencia à agência de turismo Viagem Listo, mas isso só descobrimos depois de comprar. Assim que fechamos, mandamos as datas que podíamos viajar e aí começou o sofrimento: eles não confirmavam se teriam voos e apartamentos disponíveis para alguma dessas datas e quando ligávamos, nos pediam mais tempo. No final da contas tivemos que engrossar bem o caldo e finalmente, menos de um mês antes para o embarque conseguimos a confirmação da viagem em uma data que daria certo para nós.

 

Decidimos ficar um dia a mais em Miami, além de trocar de hotel, pois o pacote oferecia um hotel próximo do aeroporto e nós preferimos ficar em Miami Beach. Nós tivemos que procurar o hotel que queríamos e a agência cotou e mandou a diferença de valor. No final das contas o pacote ficou assim:

 

Passagem de ida e volta + 3 dias de hospedagem em Miami + 6 dias de hospedagem em Orlando + aluguel de carro com km livre + taxas + upgrade de hotel = R$ 2,812.33 por pessoa.

 

Voos

 

A agência mandou os voos para nós aprovarmos, todos com escala no Panamá tanto na ida quanto na volta, e voando de Copa Airlines. Nós entramos no site da Copa e achamos para a mesmo data voos que achamos um pouco melhores, pois chegariam lá antes e sairiam depois. Mandamos o número deles para a agência que conseguiu trocar o de ida, o que já ajudou.

 

Voamos de noite o que é bom, pois você chega lá de dia e ganha umas horinhas, mas tem um possível lado negativo: turbulência. Logo na saída de São Paulo (por volta das 2h50 da manhã) enfrentamos uma tempestade e o avião balançou muito, especialmente porque estávamos na penúltima fila. Coisas da vida. Chegamos no Panamá de manhã, fizemos uma troca de avião rápida e chegamos em Miami por volta do meio-dia.

 

O primeiro voo foi feito em um avião muito bom, com telas em todos os assentos e a comida foi bem servida. O segundo, mais rápido, foi feito em um avião mais simples, sem telas individuais, mas ainda sim com um bom serviço de bordo.

 

O primeiro voo: telas individuais onde era possível ver filmes, séries, ouvir música e até jogar.

 

O segundo voo: sem telas individuais e a blogueira que lembrou de tirar foto justo na hora que as bandejas estava sujas.

 

Café da manhã do segundo voo: as primeiras panquecas americanas da viagem. :)

 

No geral, não tenho reclamações a fazer. Fomos bem atendidos, as naves eram novas e a comida e bebida eram boas.

 

Aluguel do carro

 

Isso já estava incluso no pacote e, depois de pegarmos as malas, fomos procurar o guichê da Alamo, empresa pela qual a agência de viagens alugou nosso carro. O aeroporto de Miami é bem grande e, para chegar na central de aluguel de carros é preciso pegar uma espécie de metrô, que é gratuíto e sai direto do aeroporto e vai até lá. É só seguir as placas ou perguntar que não tem erro.

 

Chegando lá o cara da agência disse que nosso carro não ia dar conta de todas nossas malas (especialmente na volta) e tentou passar um upgrade. O fato é que queríamos mesmo voltar com mais malas do que fomos e aceitamos um upgrade intermediário. Eu deixaria aqui a dica de pesquisar com antecedência o carro que você alugou, pois senti que ele sempre vai tentar vender um upgrade. No nosso caso valeu a pena sim, mas essa troca de carro, mais o alugel do GPS, mais a gasolina que eu não sabia que não estava inclusa, deu num extra de mais de U$300,00 que, confesso, eu não estava esperando. Mas, fazer o que? Ele tentou também nos vender um seguro mais caro, mas nós tínhamos incluso o seguro básico e ficamos com esse mesmo. Quanto ao combustível, escolhemos encher o tanque pois assim, além de pagar menos pelo galão (depois conferimos e é de fato mais barato que em qualquer posto), nós não precisaríamos entregar o carro com o tanque cheio. Pergunte sobre essa opção. Precisamos colocar mais U$50,00 de gasolina durante a viagem e entregamos o carro na reserva. Feito isso, fomos buscar o carro na garagem. Eles nos mostraram três carros e perguntaram qual queríamos e eu e minha cunhada não pensamos meia vez: o vermelho. O carro era enorme, super confortável, tinha ar condicionado, era automático. Totalmente completo. Ligamos o GPS e lá fomos nós.

 

Impala V6, nosso carro durante 9 dias.

 

GPS

 

Ter um GPS lá ajuda e muito. Diria que é imprescindível para você ganhar tempo e tranquilidade. Mas não é exatamente barato. Nós pagamos cerca de U$10,44 por dia o aluguel do aparelho, o que deu quase U$100,00 no final das contas. Li no blog do Ricardo Freire a dica de levar seu GPS daqui, já atualizado com o mapa de lá e bem que eu tentei. Mas meu ótimo GPS (só que ao contrário) não só me cobrava U$20,00 para eu adicionar um mapa EUA e Canadá, como eu sequer consegui fazer o programa de instalação funcionar. Aliás, meu GPS parou de funcionar durante a tentativa e não voltou mais. Desisti de levá-lo. O Ricardo Freire ainda diz que vale mais a pena comprar um lá do que alugar. Bom, eles custam mais ou menos o mesmo valor do aluguel, mas eu já ia comprar o iPhone (que tem GPS) e mesmo o meu GPS tendo parado de funcionar, eu não queria trazer um novo. Ou seja, fiquei com o aluguel mesmo, pois pelo menos assim dividimos em 3. Se eu comprasse ia ter que pagar sozinha e ainda instalar o mapa brasileiro chegando aqui.

 

Hotel

 

Localização

Como comentei lá em cima, o pacote vinha com um hotel próximo do aeroporto, mas nós queríamos ficar em Miami Beach. Um amigo do meu irmão nos indicou o Casablanca On The Ocean e nós achamos bacana. Mandamos o site para a agência que cotou o upgrade e fechou para gente um quarto triplo lá.

A localização é ótima, na famosa Avenida Collins. Atrás do hotel tem uma praia cujo o acesso se dá por um portão diretamente da piscina do hotel e na frente tem um posto de gasolina com um 7-Eleven, que tem bastante opção de bebidas e besteiróis.

 

O hotel visto da praia.

 

Na mesma rua, na calçada do outro lado, seguindo pelo lado direito de quem sai do hotel existiam tantas opções de restaurantes que nem tivemos tempo de experimentar todos. Tinha cubano, brasileiro, italiano, mexicano, japonês, chinês, argentino, mediterrâneo…Tudo a menos de três quadras do hotel, na própria Collins Avenue. Também achamos farmácia (as farmácias lá parecem mais mercados), sorveteria. Enfim, não faltou nada.

 

Quarto

Uma coisa boa é que todos os quartos triplos lá, pelo que notamos, são na verdade quádruplos, pois possuem duas camas de casal. Assim, a solteira aqui se deu muito bem, com uma camona só pra ela.

Chegando no Casablanca fomos super bem atendidos, mas tivemos que esperar o check-in que acontecia só a partir das 15h, o que achamos bem tarde. Mas, quando fomos pegar a chave do quarto a menina da recepção disse que tinha nos dado um quarto de frente para a praia o que amenizou a chatisse da espera.

A vista “chata” do quarto.

 

O quarto era simples mas bem confortável. Além das duas camas de casal, tinha um closed com cofre, uma mini cozinha com geladeira, fogão e utensílios, ar condicionado, banheira, secador de cabelo e, de fato, uma bela vista para a piscina e para a praia que ficava logo atrás do hotel. Ficamos no sétimo andar.

 

Quarto do Casablanca on the Ocean. Depois de um dia de compras, quem se lembra de alisar o lençol para tirar a foto?

 

A pequena cozinha do quarto.

 

Nesse corredor ficavam o banheiro e o closed com cofre. Ignora a bagunça e a toalha.

 

No final da viagem, depois que voltamos de Orlando, passamos mais uma noite no Casablanca antes de irmos embora. Dessa vez o quarto foi bem decepcionante. Apesar de grande, ele não tinha cofre nem secador e percebemos que era usado quase como almoxarifado pelo hotel. Como íamos embora ainda de madrugada, deixamos quieto pois queríamos só deixar as malas e sair para curtir nossa última noite. Se fossêmos ficar mais, com certeza pediria para trocar.

 

O hotel tem wi-fi no lobby e no quarto e eu não tive problema nenhum ao usá-lo.

 

Café da Manhã

O café da manhã não estava incluso mas existiam duas opções: um buffet ou um à la carte. Achamos o buffet meio fraco pelo preço (quase U$10,00) e um dia comemos no à la carte, que era gostosinho mas ainda sim, diria que sair para tomar o café fora vale mais a pena.

 

O café da manhã à la carte.

 

No térreo existe ainda uma lojinha com lembrancinhas, bolinhos e bebidas.

 

Bom, assim começou nossa viagem. Em breve conto sobre os passeios, os restaurantes, as compras. Haja assunto! :)

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