Fiz 30 anos

Eu nunca fui muito boa com números. E, veja bem, não estou falando que não sou boa de contas. Estou falando que não sou boa com números mesmo. Meu cérebro parece ter um delay até para reconhecê-los, como quando alguém está ditando o telefone e percebo que demoro alguns milésimos de segundo para ligar a palavra “dois” ao símbolo “2”.

Talvez por isso, idade hoje também não é uma coisa que me aterroriza particularmente. Não mais. Pensando a respeito, chego à conclusão que as vezes que me preocupei com a idade eu não estava incomodada particularmente com o número, mas sim com algumas coisas que eu associava a ele. Conquistas pessoais, profissionais, experiências que acreditava terem que ser vividas antes de completar x anos. Afinal, justamente por ser tão ruim com números eu não consigo jamais compreendê-los em sua totalidade e, a idade sendo um número, eu também nunca consegui mensurar exatamente o que são 20, 25 ou agora, 30 anos.

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