#100happydays – eu fiz

“Você conseguiria ficar feliz durante 100 dias seguidos?” É com essa provocação que começa o site do 100happydays, um projeto que propõe um desafio: por 100 dias seguidos ache algo que te fez feliz e post onde preferir: Facebook, Instagram ou Twitter com a hashtag #100happydays.

 

Eu já havia tentado seguir o 365 dias (um projeto de postar uma foto por dia) e também inúmeros desafios pessoais e até algumas categorias aqui no blog (como o A Mesa Como Ela é) e nunca cheguei ao fim. Fique tentada a entrar nessa dos 100 dias felizes, mas empurrei bem com a barriga. Após ver algumas amigas fazendo, resolvi começar também pois achei um exercício interessante especialmente para uma pessoa com tendências pessimistas como eu.

 

Os 100 dias acabaram no final de novembro do ano passado (2014 já é oficialmente passado!) e desde então eu fiquei com vontade de fazer uma retrospectiva, especialmente agora com um ano novinho em folha, cheio de novos desafios. Confesso, não fui perfeita. Pulei 3 dias, mas mesmo assim me senti com dever cumprido quando cheguei no dia 100. 

 

O começo:

Resolvi começar o projeto no meu primeiro dia de férias: um sábado indo ao Retrô Hair junto com meu namorado para darmos um tapa no visú antes de embarcarmos rumo ao Peru e ao Rio de Janeiro. Ou seja, começar foi muito fácil, pois eu tinha muitas opções de momentos bacanas para postar. Desde a realização do sonho de conhecer Machu Picchu, até a culinária fantástica do Peru, passeios de Bike em Lima, cabelos esvoaçantes do Corcovado e o momento em que, depois de 14 anos, eu voltava ao Cristo Redentor. 

 

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O meio:

Depois que eu voltei de férias, claro que tive que prestar mais atenção às pequenas coisas bacanas de cada dia. O mais engraçado foi notar, ao final de um dia, que não necessariamente eu tinha foto do que considerei mais legal, mas na hora que estava vivendo aquilo eu não me tocava que este seria meu momento feliz do dia. Outra coisa que eu notei foi a importância da leitura no meu dia a dia e como isso realmente me faz feliz.

 

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Os dias não felizes:

Dia 57. Esse foi um dia que realmente nada do que havia acontecido de feliz pôde superar a infelicidade de ter sido assaltada na porta da minha casa, em plena sexta a noite. Depois disso, a sensação de insegurança tomou conta da minha vida e foi muito difícil continuar o desafio. Os outros dois dias sem postagem (dias 63 e 70) foram reflexos do desânimo que tenho sentido desde então, já que perdi muito o gosto por sair a noite, por medo do perigo de circular pela cidade nesse período mais escuro e vazio. Mesmo assim, segui em frente e continuei o desafio. 

 

Gordinha feliz:

Depois do meu processo de emagrecimento, comer realmente ganhou um novo significado e não é mais o ponto alto do meu dia. Hoje, levo alimentação com outros olhos, tentando nunca ver a comida (gorda, claro) como aquilo que vai me fazer feliz. Mas, mesmo assim, dentro de 100 dias, alguns momentos alimentícios acabaram sendo postados como um café com leite condensado que eu não tomava há anos, um doce de uma doceria portuguesa incrível que abriu perto do trabalho e uma matança de vontade por um Mc Donald’s. Apesar de hoje a comida não ser mais minha muleta de felicidade, é claro que gastronomia de qualidade é sempre uma experiência boa. (E, às vezes, a nem tão de qualidade também como mostra a terceira foto, rs.)

 

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Lugares:

Conhecer lugares novos, ou voltar a locais que você gosta, muitas vezes fazem o seu dia. O projeto deixou isso claro, com fotos do Teatro Municipal, do Red Bull Station e da noite em que fui finalmente conhecer a Arena Corinthians.

 

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Costura:

Outro tema recorrente no meu projeto foi a costura. Fiz um curso de saia no meio dos 100 dias e esse é sempre um motivo de orgulho e alegria para mim, embora eu não tenha conseguido me dedicar quase nada a isso no meu tempo “livre”.

 

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Amor:

Não preciso falar muito sobre isso. Estar com alguém que você ama sempre faz o dia. 

 

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Amizade:

Outro valor básico da felicidade.

 

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Família:

Ao fazer este balanço notei uma falha grave no meu projeto: eu, que sou super família, não postei nenhuma foto do pessoal de casa. Um enorme alerta de como, mesmo você sabendo da importância daquelas pessoas para você, ainda sim, acaba muitas vezes passando batido como a família é a verdadeira fonte da felicidade, qualquer dia que seja. :(

 

 

The end:

Mesmo se eu tivesse calculado, acho que seria impossível que o projeto terminasse de forma tão perfeita. Justo no dia 100 eu e meu namorado entramos pela primeira vez no nosso recém comprado apartamento como donos oficiais. A coincidência foi incrível e foi realmente um final marcante. Fiquei feliz por não ter desistido do projeto, especialmente porque ele realmente terminou em um ápice de felicidade e satisfação.

 

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No fim, a conclusão foi que realmente, na loucura da vida, a gente acaba de verdade esquecendo de ser feliz todos os dias, mesmo que seja de pouquinho. Ficamos pensando que felicidade é apenas o casamento de um amigo, uma viagem, um presente e esquecemos daquela flor bonita que te fez sorrir, de como a presença das pessoas que estão ao seu lado no fundo fazem a diferença na sua vida e, infelizmente, de como a violência está descontrolada no nosso país já que isso afetou bastante a mim e ao projeto.

 

Confesso que no final eu já estava bem cansada de me dedicar (mesmo que poucos minutos) a isso todos os dias, mas isso chega até a ser irônico. Será que eu também me canso de me dedicar a ser feliz todos os dias? É de se pensar e é justamente essa a proposta do 100 Happy Days.

 

Então que venha 2015 cheio de projetos, fotos, realizações e o máximo de dias felizes quanto for possível! :)

 

 

 

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