Walking Tour gratuito em Lisboa

Estar em um lugar com tanto a explorar, com a missão de não gastar dinheiro quase nenhum pode ser um belo desafio. Já estava sem criatividade do que fazer de econômico por Lisboa quando o marido me deu a ideia de ver se não havia nenhum Free Walking Tour por aqui, tipo de passeio que existe em várias cidades. E não é que tinha?

A pegada é a seguinte: você faz o tour sem pagar nada e no fim contribui com a quantia que quiser e puder, entregando diretamente ao guia. Eu até achei mais de uma empresa que faz esse tipo de passeio por aqui, mas resolvi seguir logo a primeira que vi: a Sandeman. Eu bookei o passeio pelo app Get Your Guide e saí correndo pois quando resolvi ir já era cerca de 13h e o tour era às 14h. Como o ponto de encontro era no Largo de Camões, perto da estação Baixa-Chiado, desci do metrô, passei no Mac para pegar um lanche para viagem e já fui encontrar o pessoal que fica com camisetas e guarda-chuvas vermelhos. No fim, nem me pediram o voucher do app, simplesmente anotaram meu nome e perguntaram qual língua eu faria, espanhol e inglês. Escolhi em inglês e sentei por perto para engolir meu lanche enquanto o passeio não começava.

Nossa guia Tereza era uma jovem bem legal, que dava ótimas explicações e, enquanto íamos de um ponto a outro do tour sempre puxava papo com os diferentes turistas que a acompanhavam.

Elevador Santa Justa

O primeiro local que paramos foi em dos diversos mirantes de Lisboa: o mirador São Pedro de Alcântara. Não era dos mais altos, mas foi legal já ter uma nova visão da cidade. Tiramos algumas fotos e dali seguimos entre as ruazinhas da cidade, parando em algumas praças e escadarias para algumas explicações sobre a era dos descobrimentos, sobre o passado da cidade e também sobre o enorme impacto que o terremoto de 1755 teve não apenas na arquitetura da cidade, que ficou 80% destruída e teve que ser reerguida de forma muito rápida e estratégica, mas também na maneira de pensar dos lisboetas. Acontece que esse terremoto gigantesco (estima-se que ele tenha tido uma magnitude de 8,5 pontos na escala Richter, que vai até 9!) fez o então povo extremamente cristão começar a se questionar porque algo tão ruim aconteceu com pessoas tão crentes e religiosas. A isso soma-se a chegada da era da iluminação na Europa, o que jogou ainda mais lenha na fogueira e ajudou a mudar de forma profunda o pensamento dos habitantes da cidade. No final das contas, apesar de ser uma cidade muito antiga, quase tudo que se vê hoje foi erguido após o terremoto.

Mirador São Pedro de Alcântara. E caso esteja se perguntando sobre esse grupo de amarelo: são calouros da faculdade passando pelo trote.

Tereza nos explicou também sobre a inspiração moura dos famosos azulejos nos prédios, nos contou um pouco mais sobre personagens icônicos como Dom Nuno, um estrategista do exército que levou Portugal a uma vitória história contra a Espanha quando os lusos eram minoria absoluta e sobre o Rei Sebastian que sumiu durante uma batalha e desde então virou uma figura mística – que muitos portugueses ainda acreditam que um dia retornará para salvar o país.

Além de pararmos na frente do convento do Carmo (que ainda possui a fachada original pré-terremoto), descobrimos uma passagem gratuita para a mesma vista que se consegue ao subir no elevador Santa Justa, que custaria 5,50 Euros, e entramos na Igreja de São Domingos, que sofreu um incêndio e foi reconstruída mantendo as marcas do fogo pelas paredes.

Convento do Carmo
Igreja de São Domingos

O passeio termina na Praça do Comércio, onde ficamos sabendo como o regime ditatorial do Estado Novo, que durou mais de 40 anos – um dos mais longos do mundo -, acabou de forma praticamente pacífica e rápida através de um golpe militar, no evento conhecido como Revolução dos Cravos.

Praça do Comércio

O passeio conta ainda com uma parada para descanso em um bar na Rua Augusta, onde é possível reservar outros tours, que são pagos, como um passeio por Alfama, um tour de tapas (petiscos), ida a Belém ou um Pub Crawl. Eu fiquei bem interessa nesse Pub Crawl e no tour de tapas, e pretendo fazer em breve.

No final das contas o tour durou cerca de três horas e sim, caminhamos bastante. Como eu estava de tênis não fiquei tão acabada, então, fica a dica para ir bem confortável caso algum dia decida fazer um Walking Tour. Ah, eu deixei 5 Euros no final do passeio, assim como mais umas duas brasileiras. Vi outros turistas – todos europeus – deixando 10 euros. Mas, de novo, vai da sua possibilidade e do quanto gostou do passeio.

Posso dizer que foi uma tarde maravilhosa, cheia de informação e que me fez enxergar Lisboa com novos olhos, cada vez mais apaixonados, por sinal. Se algum dia estiver por aqui, ou por qualquer outra cidade que possui esse tipo de passeio, eu recomendo fortemente essa caminhada cheia de informação.

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Primeiras semanas em Lisboa

Há pouco mais de duas semanas eu e meu marido chegávamos a este novo e enorme desafio: morar em um novo país, que ele sequer conhecia e eu mal lembrava. As dúvidas eram – e ainda são – muitas, mas as descobertas são diárias, assim como a saudade.

Felizmente, até o momento encontramos muitas pessoas gentis, pacientes, muitos brasileiros atendendo nos cafés e restaurantes (e tirando algumas de nossas dúvidas) e uma das coisas que mais pesou para que tivéssemos vontade de morar fora já se fez sentir desde os primeiros momentos: a segurança e tranquilidade em diferentes locais, a qualquer hora do dia ou da noite.

Como o Bruno já começou a trabalhar no dia seguinte à nossa chegada, aproveitamos o primeiro dia para fazer o trajeto do hotel até o escritório dele que fica no belo Parque das Nações. Estava bem frio e não muito sol, então não fizemos nada exatamente turístico como andar no teleférico, por exemplo.

Parque das Nações, Lisboa.

Bonde em Lisboa.

Estação do Rossio, Lisboa.
E, de lá para cá estamos concentrando nossos esforços em duas coisas: economizar a grana que trouxemos e achar um apartamento para alugar. Isso porque o hotel em que estamos não tem nem frigobar (muito menos qualquer coisa para esquentar água ou comida), então todas nossas refeições estão sendo feitas fora e isso pesa muito no orçamento. A questão é que com o boom turístico pelo qual Lisboa passou nos últimos anos, os proprietários estão preferindo colocar seus apartamentos e casas em plataformas como AirB’n’B e Uniplaces, pois podem cobrar bem mais, mesmo que não tenham a certeza de estar com seu imóvel alugado o tempo todo. Resultado: quase não há imóveis bem localizados e em boas condições para alugar na cidade e, quando surge algum, juro que até faz fila de possíveis inquilinos querendo visitar. Para terem uma ideia da situação, um dos imóveis que visitamos ficou aberto para interessados apenas dois dias e mesmo assim recebeu dezesseis (!) propostas. A isso soma-se o fato que não temos ninguém para ser nosso fiador e pronto, a batalha está feita.

Então, entre uma visita e outra – e uma chuva e outra – não tenho explorado a cidade como sonhava fazer e as fotos estão bem poucas e apenas feitas com o celular.

Avenida Liberdade, Lisboa.

Praça Marques de Pombal, Lisboa.
Só no primeiro final de semana que sacudimos a poeira e nos bandeamos para a baixa de Lisboa para ver alguns dos pontos mais famosos daqui, como a Praça do Comércio, e também para Belém comer os pastéis originais e visitar a Torre de Belém, um dos poucos lugares que lembrava da minha primeira visita à terrinha, 19 anos atrás.

Praça do Comércio, Lisboa.

Rua Augusta, Lisboa.

Torre de Belém.

Padrão dos Descobrimentos, Belém.
Com o tempo vou dando mais detalhes de bairros, restaurantes, passeios e tudo. Esse post foi mais um start mesmo nesse novo momento. Aliás, caso não sigam as redes sociais do blog, corram lá pois tenho jogado algumas coisinhas como fotos e breves relatos do dia a dia:

Clique aqui para Facebook e aqui para Instagram.

Pronto? Pronto!

 

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Norte de Aruba: Arashi Beach e Farol Califórnia

Quando fechamos a viagem para Aruba pensei mais em ficar quietinha, descansando, sem muita exploração. Era isso que precisávamos para nos recuperar de um ano de planejamento e economia intensos. Mas, quando foi chegando lá pro meio da viagem, foi dando aquele siricutico de quem quer aproveitar mais, sempre mais, as viagens que faz. Foi assim que decidimos ir até o California Lighthouse e depois descer para a Arashi Beach.

Até tentei achar um tour que fizesse algumas praias, mas não achei nenhum que eu curtisse muito então resolvemos nos aventurar de táxi mesmo. Acabou sendo um passeio meio rápido e logo abaixo você vai descobrir porque.

California Lighthouse

Confesso que minha ideia inicial era primeiro ir à praia e depois ir apé até o Farol Califórnia, mas o taxista Rudi nos mostrou que o caminho a pé era meio impossível pois teríamos que ultrapassar uma vegetação cheia de espinhos. Assim, combinamos com ele de pararmos rapidamente no farol para tirarmos algumas fotos enquanto ele nos esperava e, em seguida, iríamos até Arashi Beach. Acontece que achei o táxi bem carinho em Aruba e no fim me senti um pouco pressionada a apressar nossa parada. Decidimos inclusive nem subir no farol já que custava U$8,00, mais o que isso adicionaria no valor do táxi que nos esperava.

De qualquer forma, esse farol, que foi renovado recentemente, é um ponto turístico bem conhecido na ilha então achei que valeu a pena a passadinha mesmo que fosse apenas para algumas fotos, que devem ficar ainda mais bonitas lá de cima, pois o Califonia Lighthouse promete belas vistas panorâmicas. Esse nome, por sinal, foi dado por conta do naufrágio de um navio chamado S. S. California, que ocorreu na costa próxima de onde o farol seria construído posteriormente, em 1910.

California Lighthouse.

Lendo um pouco a respeito do farol, vi que o melhor momento do dia para visitá-lo é ao pôr-do-sol e fiquei bem curiosa para ver o sol sumindo lá de cima. Deve ser mesmo lindo. Quem sabe um dia?

Arashi Beach

Entre tantas praias famosas na ilha (dentre as quais a maioria não teríamos tempo de conhecer ), escolhi a Arashi não só por ser próxima ao Farol Califórnia, mas também por ser um bom ponto para fazer snorkel.

Chegando lá tentamos achar uma sombra nos bangalôs públicos que a praia tem, mas estavam todos ocupados. Enquanto eu estendia a toalha na areia o Bruno foi até a barraquinha que tinha no fundo da praia perguntar sobre aluguel de óculos e pés de pato. Cada um custava U$10,00 por pessoa e as cadeiras U$7,00 cada, ou seja,  se alugássemos um de cada para os dois, gastaríamos U$54,00, o que achamos caro. Doeu ainda mais pensar que no hotel tínhamos tudo isso incluso, apesar de, claro, lá não ser um ponto tão interessante de snorkeling. Acabamos então não alugando nada e ficamos só tomando sol e banho de mar. Pouco tempo depois minha pressão começou a cair e fomos tentar pelo menos dividir a sombra de um dos bangalôs com outros turistas, coisa que eu já havia lido ser comum por ali. O Bruno começou a ficar entediado e frustrado por pensar que estávamos trocando toda a estrutura já paga do resort por uma praia onde mal tínhamos sombra e na qual qualquer coisa nos custaria consideráveis dólares extras.

Arashi Beach.
Amiguinho inesperado na praia de Arashi.
Bangalôs públicos na Arashi Beach. Não estranhe se um desconhecido chegar para dividi-lo com você.

Havíamos combinado com o Rudi de nos buscar em três horas mas, por sorte, ele deixou o cartão dele com o pessoal da lanchonete que tem na entrada da praia. Uma hora após chegarmos, fui até a lanchonete e um moço gentilmente ligou para o taxista vir nos buscar. Como ele estava ocupado mandou um amigo, que chegou em pouco tempo.

Espero que após esse depoimento você não ache que a praia de Arashi não vale a visita. Vale sim! Ela é super bonita e deve ser muito boa mesmo para fazer snorkeling, pois vários turistas estavam com óculos na água. Além disso, ela tem lanchonete, estacionamento e uma bela vista para o farol. Mas, nós simplesmente não viramos nossa chavinha do all inclusive. Se eu já tivesse ido para lá disposta a gastar um pouco mais, acho que a experiência teria sido outra. No final das contas gastamos U$15,00 de táxi na ida (incluindo a parada no farol) e mais U$12,00 na volta. Mas, pelo menos conheci outra praia e fiquei bem feliz com isso!

Mel no mundo e no California Lighthouse em Aruba.

 

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Tour pela costa leste de Aruba

Nem só de areias brancas e águas calmas e claras vive Aruba. Para quem quiser quebrar a rotina all inclusive, a ilha também tem um interessante lado aventureiro.

E, justamente para não sair de lá só conhecendo a famosa Palm Beach, eu e meu marido resolvemos reservar pro final da viagem um passeio pela costa leste de Aruba, uma parte mais inabitada por ter mar mais escuro e bravo. Na própria praia de Palm Beach, entre o Riu Antillas e o Riu Palace, tem uma espécie de stand onde você pode fechar passeios. Fomos até lá e demos a sorte de sermos muito bem atendidos pelo brasileiro Alex, que nos mostrou os passeios disponíveis, tirando todas nossas dúvidas sobre cada um. A ideia a princípio era fechar um passeio de quadriciclo motorizado, mas o próprio Alex nos deu a dica que talvez fosse um pouco desconfortável. Optamos então por fazer o mesmo roteiro, que passa pelo Arirok National Park, de buggy e pagamos um sinal de U$20,00 pelo passeio que sairia no dia seguinte pela manhã.

Como é o tour pela costa leste de Aruba.

No dia combinado ficamos esperando pelo ônibus “escolar” da Around Aruba Tours, a empresa responsável pelo nosso passeio, na frente do nosso hotel e quando ele chegou, dois guias jovens e super animados se apresentaram e nos levaram para nosso ponto de partida: o Philip’s Animal Garden. Lá nos explicaram que a Around Aruba cuida sozinha desse local, que abriga e reabilita animais abandonados na ilha por antigos zoos que fecharam as portas. Segundo eles, ao fazer um tour com a Around Aruba, nós ajudamos a manter o local e a cuidar dos animais. Então, antes do passeio começar de fato, recebemos ração e tivemos cerca de 15 minutos para conhecer o Animal Garden e interagir com os animais, alimentando-os.

Ônibus que nos leva até o local onde pegamos os buggys.
Philip’s Animal Garden, o ponto inicial do passeio é um santuário sustentado pela Around Aruba Tours.
Eu, super urbana com medo de alimentar os animais? Magiiiina!

Depois disso, voltamos ao estacionamento para escolher nosso buggy e partir para o passeio propriamente dito. O engraçado é que eu falei pro Bruno escolher o vermelho pois gosto da cor. Subimos no carro, tiramos foto e aí, fué, pediram para todos trocarem para os carros laranja pois eram mais novos, hahahaha. Mas melhor, né?

O buggy que não dirigimos.

Assim fomos, parte em asfalto, parte em terra batida e parte em pedregulhos mesmo, rumo ao primeiro ponto do tour de fato: a Igreja de Santa Anna, a primeira igreja católica construída na ilha. Essa parada é bem rápida e tem um caráter mais histórico já que esse foi um ponto muito importante da ilha no passado, sendo reformado duas vezes ao longo dos anos.

Igreja de Santa Anna

Depois disso, pé na estrada de novo para irmos até a Natural Bridge, uma ponte natural, formada por um buraco em uma enorme pedra junto ao mar. Ali o guia nos contou que existia antigamente uma ponte ainda maior que essa, mas que infelizmente quebrou anos atrás. Depois disso, seguimos para um ponto próximo onde ficam as ruínas da mina de Bushiribana, antigo ponto de extração de ouro na ilha. Por ali é possível ver um local com várias pilhas de pedras o que, segundo nosso guia, era uma forma dos colonizadores marcarem os pontos mais ricos em minerais preciosos. Mas, após o fim dessa atividade, as pedras ficaram por lá e as pessoas achavam que aquilo era alguma superstição e começaram a imitar e formar suas próprias pilhas. Hoje, os turistas fazem uma pilha com sete pedras e, antes de colocar a última fazem um pedido. Se era só história do guia não sei, mas que nós fizemos nossa pilha, fizemos, rs.

Natural Bridge
Ruínas de Bushiribana
Pilha de pedra e pedido feitos.

Próxima parada: praia! Paramos para um banho de mar no que eu acredito que seja a Dos Playa e, olha, um mar bem diferente do que estávamos acostumados até então: bem mais agitado e escuro, mas muito bem-vindo para um dia de calor.

Daí seguimos para o último e ponto alto do passeio: a famosa piscina natural. O caminho é bem acidentado e, inclusive, um dos buggys teve seu pneu furado por uma pedra. Adivinha qual? SIM, o nosso! Hahaha! O Bruno ajudou o guia a trocar o pneu e seguimos em frente.

Para acessar a piscina, que na verdade se chama Conchi, é preciso descer uns 100 degraus, mas não é nada de outro mundo para quem não tem problema de mobilidade. O local é lindo e muito gostoso, tanto que até os guias mergulham por lá. Mas não vá esperando águas calminhas. De tempos em tempos se formam ondas e é preciso se segurar para não bater nas pedras que formam as bordas da piscina.

Depois de cerca de 40 minutos por lá, subimos de volta aos nossos veículos e retornarmos para o Philip’s Animal Garden onde embarcarmos de volta no ônibus e retornamos aos nossos hotéis.

Dos Playas…eu acho.
Natural Pool, o ponto alto do passeio.

Informações sobre o Passeio na costa leste de Aruba

Horários e duração:

Nós podíamos optar por fazer o passeio de manhã ou de tarde. Preferimos de manhã e saímos por volta de 8h30 do hotel. O passeio dura em média 4 horas.

Alimentação e bebidas:

Os guias levam água em um cooler para os turistas e perto da Igreja de Santa Anna e das ruínas de Bushiribana tem barraquinhas para quem quer comprar refrigerante ou suco. Não lembro de ter visto nenhum lugar com comida e no tour não tem nada incluso nesse sentido.

Locomoção:

Nesse tour o guia segue na frente com um buggy e seu assistente segue pelas laterais ou no fim da fila de turistas dando suporte, mas quem dirige mesmo é você ou seu companheiro de viagem. Então é legal ser bom de volante pois o passeio tem partes bem off-road. Nós estávamos em um tour com cerca de 10 buggys e 4 quadriciclos e, antes de seguirmos para a piscina natural, uma das meninas do quadriciclo teve que pegar o buggy do guia pois, imagino, não estava mais conseguindo seguir com o quadriciclo. Então acho que o Alex fez bem em nos indicar o buggy por ser de fato mais confortável.

Roupa:

Eu fui com uma camisa bege de praia e me arrependi profundamente. Isso porque ao colocá-la de volta depois do banho de mar ela obviamente ficou molhada, fazendo com que a terra que entra no buggy enquanto nos locomovemos grudasse no tecido. No final do passeio ela ficou imunda e irreparável. Até hoje não saiu a mancha. Então, fica a dica: vá de roupa escura para o passeio e não deixe de levar óculos escuros para proteger os olhos da terra. Para o nariz não precisa levar nada pois o pessoal da Around Aruba dá para todos um protetor.

Dica: não vá de roupas claras demais ou isso pode acontecer.

Custo:

O passeio custou U$ 180,00 para duas pessoas e, ao reservarmos, deixamos U$20,00 de sinal. Os U$160,00 restantes pagamos para ao chegar no Philip’s Animal Garden.

Resumindo:

Apesar de passar em apenas alguns dos pontos turísticos existentes do lado leste da ilha, eu gostei muito do passeio. Foi um momento mais selvagem e aventureiro, mas também com paisagens lindas. Um bem-vindo lado b na viagem. Sem esse tour acredito que eu sairia de Aruba com a sensação de mal ter conhecido a ilha já que ficamos mais no resort. Se algum dia voltar para lá, pretendo fazer mais passeios desse tipo, com certeza.

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Passions: o jantar romântico nas areias de Aruba

Em quase toda viagem que faço a dois, por mais econômica que seja, tento sempre separar um dinheiro extra para um jantar ou almoço em algum lugar mais legal. E, no caso da lua de mel, não podia ser diferente, certo?

Ao pesquisar sobre o Riu Antillas, onde nos hospedamos, vimos que eles tinham um jantar na praia, que não fazia parte do all inclusive e que deveria ser marcado quando chegássemos lá. Mas, já na primeira manhã descobrimos que o tal jantar não é mais feito na praia e sim na piscina pois alguns casais reclamavam do vento. Já tínhamos visto os menus dos restarantes temáticos e notamos que o cardápio desse jantar não se sobressaía tanto assim ao que podíamos pedir qualquer outra noite dentro do all inclusive. E comer na piscina não me pareceu nada tão diferente que valesse os U$150,00 que seriam cobrados a parte. Por sorte, resolvemos insistir na questão no balcão do The Palm Tours Aruba, que ficava na recepção do resort, e a funcionária nos indicou um restaurante que fazia jantares pé na areia: o Passions on the Beach. Ela mesma reservou uma mesa para nós ao pôr-do-sol e no dia fomos até lá de táxi.

Chegamos em menos de 10 minutos para o que seria uma das lembranças mais gostosas da viagem. Ainda de dia pudemos ver todas as mesas lindamente dispostas na areia e nos sentamos o mais próximo possível do mar. Assim vimos a noite cair e o Passions ficou iluminado por tochas fincadas na praia.

A dica é jantar cedo para ver a noite caindo.
O Passion on the Beach fica em Eagle Beach, Aruba.

O atendimento foi impecável, digno de uma noite romântica e a comida era muito boa! De entrada seguimos a sugestão do garçom e pedimos um caldo de frutos do mar que dava para dividirmos e estava simplesmente incrível! Me lembrou o Clam Chowder que comi em Miami. De prato principal, o marido pediu a pesca do dia e eu um penne com cogumelos que estava muito bom. Infelizmente o cardápio não contava que vinha com pimentão, uma das poucas coisas que eu realmente odeio, mas eu dei uma desviada deles e tudo bem. (Aliás, saí de Aruba com a impressão que só falta colocarem pimentão no café preto, rs.) Além disso, pedimos uma taça de vinho cada pois eu prefiro branco e o marido prefere tinto e depois, simplesmente não sobrou espaço para sobremesa.

Esse creme de frutos do mar estava simplesmente maravilhoso!
Quando a noite chega, as fotos ficam aquela maravilha (só que não), mas vale pela ilustração dos pratos principais.

E, ao contrário do jantar no hotel, o Passions não tem um preço fechado. Eles possuem pratos de diversos valores e a conta depende do que você pedir. No nosso caso, acabamos gastando em torno de U$120,00. Mesmo com o táxi de ida e volta, gastamos um pouco menos do que gastaríamos no jantar no hotel mas comemos uma comida diferente da que estávamos já provando em todas as refeições e em uma nova praia: Eagle Beach.

Jantar com essa vista e essa vibe é uma experiência única.
Literalmente pé na areia e muito charmoso.

Então, caso esteja querendo algo bem romântico para fazer em Aruba, ou simplesmente queira uma experiência gostosa e diferente, eu fortemente recomendo o Passions on The Beach ao pôr-do-sol.

E quando a noite chega ele ainda fica lindo e muito romântico. Muito mais que na foto, acredite.

 

 

 

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Como é ficar no Riu Palace Antillas Aruba

Para começar, acho importante matar uma curiosidade que acredito muitos que não visitaram Aruba ainda podem, como eu, ter: a ilha possui dois hotéis Riu. Mas eles são de fato separados ou são um só, apenas com alas independentes?

Resposta: são de fato dois hotéis, o Riu Palace e o Riu Palace Antillas. Eles se localizam lado a lado na praia de Palm Beach e possuem uma ligação interna, mas têm prédios, piscinas, bares e programação próprios. Eu diria que a diferença mais gritante é que no Antillas não podem se hospedar famílias com crianças, pois é um hotel exclusivo para maiores de 18 anos. Ambos possuem restaurantes semelhantes e os hóspedes podem inclusive circular livremente de um para um outro com exceção, claro, de crianças do Riu Palace que não podem ir no Riu Antillas.

Logo ao lado, a beleza do Riu Palace Aruba pode ser aproveitada pelos hóspedes do Antillas também.

Apesar de eu ter achado o Palace mais bonito (demos um pulo lá em um dos dias), o Antillas tem vantagens como, por exemplo, não precisar reservar mesa para o jantar em nenhum restaurante, a não ser o Steakhouse. Ou seja, se voltasse, ainda escolheria o Antillas para me hospedar e nesse post conto o porquê.

O All Inclusive

Aqui acho bom relembrar que eu nunca havia me hospedado em um resort all inclusive antes. Ou seja, se por um lado não tinha com que comparar, por outro também não fui sugestionada por nenhuma experiência anterior, nem boa nem ruim.

Claro que antes de fechar o pacote, pesquisamos sobre o hotel e lemos algumas avaliações animadoras a seu respeito. O ponto principal que me deixava temerosa era a qualidade da comida, pois existe uma ideia de que comida de all inclusive é farta (óbvio), mas não tão boa. Mas, li vários viajantes falando que gostaram da gastronomia do Riu que, além disso, também tinha todas as bebidas alcoólicas incluídas, outro ponto em que muitos all inclusive “falham”.

De fato eu gostei muito da comida do Riu, especialmemente dos restaurantes à la carte, como era de se esperar. Até quero fazer posts específico sobre eles que são: o Krystal, de comida fusion (leia-se contemporânea), o Rimini que é italiano, a Steakhouse que serve carnes e a famosa calda de lagosta e o Malmok que possui um menu degustação de comida arubiana. E existe também um restaurante japonês que não faz parte do all inclusive que não fomos. Esse todos só funcionam de noite, juntamente com um outro restaurante buffet que não tivemos chance de experimentar pois demos prioridade aos temáticos. Mas, comemos o buffet do almoço, servido na área do Malmok e da Stekhouse. Tem bastante opção (de hambúrguer a comidas típicas de diversos países), mas realmente não sou fã de buffet e acabava pegando sempre uma massa e uns petisquinhos só. Não era ruim, mas não era maravilhoso. Além disso, a lanchonete Capuchino funciona 24h, servindo lanches e nachos. Pelo que notei, ali vão parar as sobras das refeições anteriores. Nada zuado, apenas repetido. Mas é uma opção boa para a fominha entre refeições. Ah, e existe um serviço de quarto com algumas poucas opções que também funciona 24h, mas não testamos.

Definitivamente, meu tipo de boas-vindas.

As bebidas são de fato todas inclusas e um espumante de boas-vindas já chega no momento do check-in: o Riu começou falando minha língua já, rs. A questão aqui é tentativa e erro. Eu não achei nenhum drink que amei então quando não estava na praia, ficava no espumante e no vinho. Na praia pedia para eles misturarem tipo uma raspadinha de morando que eles possuem nos bares externos (são dois) com espumante ou rum. Isso porque na parte externa do hotel não se pode beber em copo de vidro, só plástico, e espumante e vinho perdem muito no copo de plástico, na minha opinião. Moral da história: só fiquei bebinha um momento, quando estávamos esperando mesa em um dos restaurantes e fui tomando espumante na taça de vidro.

Um dos bares externos do Riu Palace Antillas Aruba.

Agora uma pausa para o todo glorioso… café da manhã! Era i-nex-pli-cá-vel. Já me ganhou por ter espumante (que estava ali para a preparação de mimosas, mas quem quer toma puro. A.k.a: eu). Mas tudo que você pode imaginar, estava ali. Se não estava, aparecia em dias posteriores como foi o caso do bolo e do waffle. Fica claro que eles tentam trazer elementos-chave dos cafés da manhã de vários países: pães (inclusive com uma seleção de opções sem glúten), manteiga, geléia, cream cheese, fruta, feijão, bacon, legumes, doces, frios, batatas, estação de omelete. Aliás, tem ovo de todo jeito: frito, pochê, mexido, cozido mole, cozido médio, cozido duro, na torrada…

No incrível café da manhã, cada ilha dessas tinha comida e mais comida. Eram pelo menos 7 ilhas com muita coisa boa.

Eu poderia ficar aqui o dia todo sonhando e falando sobre esse café da manhã. Mas, vou resumir como sendo o melhor da vida de uma pessoa que é viciada em café da manhã. Ah, e tenho uma dica: o café que vem na mesa é aquele mais fracote que brasileiro não costuma curtir. Se quiser um expresso basta pedir para qualquer garçonete ou parar na lanchonete Capuchino pois lá eles fazem e servem naqueles copos de viagem, sabe? Outra dica: coma as hashbrowns, uma preparação mara de batata que era muito delícia. A panqueca era ótima também. Ok, parei!

Moral da história: achei o all inclusive do Riu Palace Atillas ótimo.

Quarto

Espaço não faltava no quarto em que nos hospedamos. A cama era imensa e super confortável e ainda sobrava espaço para armário, cofre, mesa com 4 cadeiras, uma espécie de penteadeira, criados-mudos com tomada (aleluia carregador de celular) e ainda tinha uma varanda com bancos e uma vista parcial do mar.

Quarto bem espaçoso e aconchegante. Apenas um pouco barulhento.

O banheiro tinha secador, banheiro e um ótimo chuveiro. Toalhas boas também que eram trocadas apenas quando você as depositava no chão, coisa que muitos hotéis têm feito para não desperdiçar tanto.

Eu reparei que, além da arrumação diurna, no início da noite alguém passava para dar um tapa no quarto.

All inclusive até dentro do quarto, sim senhor.

O único porém do quarto é que achei que entrava barulho de fora muito fácil. Tudo bem que eu tenho um ouvidinho de ouro, mas eu ouvia bastante barulho do corredor e do quarto ao lado. Tirando isso, achei o quarto ótimo, amplo, limpo e confortável.

Áreas livres

Aqui nesse ponto também sem reclamações: as áreas internas estavam sempre fresquinhas e limpas. Lá tem algumas mesas de serviços como aluguel de carro e representantes de empresas que fazem passeios pela ilha, além de algumas lojinhas. Em uma delas inclusive você encontra uns itens que salvam a vida como medicamentos básicos, pasta de dente e tal. Óbvio que é caro, mas na necessidade, salva. Além disso, o Riu Antillas possui um cassino e também uma unidade da famosa danceteria Pacha, que durante a semana é meio mortinha mas tá ali e faz parte do all inclusive também.

Não jogamos no cassino, mas demos uma entrada apenas para conhecer.
Bar do lounge, onde fomos super bem atendidos.
Dentro do Resort está a balada Pacha que, pelo menos durante a semana, é meio mortinha. Mas dá para dançar um pouco.

As áreas externas, como a piscina, eram lindas. Aliás, até livros (em inglês) disponibilizam na piscina. Você pega o que te interessar e só devolve na hora de ir embora. Eu amei isso. No fim até comprei para o kindle o livro que estava lendo, pois queria saber o fim, hahaha!

Piscina delícia do Antillas que tem algumas atividades como vôlei aquático e hidroginástica.
A área da piscina vista de cima.
A famosa Palm Beach, bem em frente ao Riu Antillas. do lado esquerdo da foto está o Riu Palace.

Além disso, deixando seu RG ou passaporte no quiosque do Scuba Aruba, que fica entre o Riu Palace e o Antillas, você pode pegar caiaque e bóias sem custo nenhum.

O Spa é uma das poucas coisas pagas a parte e, meu deus, como é caro. Eu havia calculado um valor que achava que seria coerente e colocado na lista do casamento como cota de lua de mel e nós de fato ganhamos as duas cotas. Estava crente que ia fazer, mas chegando lá era basicamente o triplo. Não lembro de cabeça, mas uma massagem para o casal era algo em torno de 400 DÓLARES. Tchau, spa. Foi legal te fotografar e apenas isso.

Fazer uma massagem de frente para a piscina deve ser muito bom mas, infelizmente, é um pouco inviável.

Serviço

A maioria da equipe nos atendeu sempre muito bem. Algumas pessoas, como uma moça que ficava no bar da recepção, se sobressaía pela simpatia e disposição, enquanto o pessoal do bar da praia, por exemplo, faz um trabalho mais robótico. Quando chamamos alguém para ver o ar-condicionado, que fazia barulho, logo apareceu um funcionário e deu uma mexida enquanto jantávamos. Ou seja, o serviço foi ágil.

Um “causo” engraçado é que perguntamos no check-in se tinha algum diferencial para casal em lua de mel e nos disseram que no dia seguinte teria um presentinho no quarto. Esse presente nunca veio e retornamos com uma enorme curiosidade sobre o que será que era! Rs.

Mas de forma geral, sem reclamações. Fomos muito bem atendidos a maior parte do tempo.

Localização

A praia de Palm Beach é um pouco distante de Oranjestad e do aeroporto, mas é muito gostosa, linda e completa. Não à toa é a mais concorrida e famosa. Próximo do hotel também existe uma espécie de centrinho de compras com feirinha e locais famosos como o Señor Frogs e o Hard Rock Café. Dá para ir a pé até lá. Então achei achei a localização ótima sim, pois precisamos nos deslocar pouco o que foi bom, já que achamos o táxi bem carinho por lá. Ah, o hotel disponibilizava transfer para chegar e ir até o aeroporto.

Praia paradisíaca: siga em frente.

Eita, que post imenso! Mas gosto de ser específica nas avaliações dos hotéis, então não tem como.

Mas acho que ficou claro que eu adorei o Riu Palace Antillas Aruba e super recomendo sim se o que você está buscando é só relaxar e não ter que colocar a mão na carteira para nada.

Pode voltar para lá amanhã já?

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Lua de mel em Aruba

Bem antes de desconfiarmos que nossa sonhada mudança de país estava próxima, tínhamos um importante destino para escolher: o da nossa merecida lua de mel. Bom, o título do post já entrega qual foi nossa decisão, mas nesse post conto sobre o que levamos em consideração na hora de fechar e o que achei da famosa ilha. Comecemos, pois.

A decisão

Uma decisão que com certeza já estava tomada antes mesmo de qualquer outra era: nós vamos viajar de lua de mel. Dois apaixonados por viagens como eu e o Bruno (meu marido, hahaha, é muito legal falar isso), jamais abririam mão disso. Mas aí veio a pergunta que não quer calar: para onde vamos? Cada vez que as férias chegam eu me sinto como se tivesse com um cardápio na mão, tendo que decidir qual dos infindáveis pratos deliciosos pedir, sabendo que só poderei escolher outro item do cardápio dali possivelmente um ano. É uma pressão, né? Mas claro que também é uma delícia. Mas, continuando, assim como no menu do restaurante, já de cara sabemos quais pratos estão fora de cogitação ou por conta do valor (não tá rolando escolher a lagosta a thermidor) ou por conta do tempo de preparo, já que eu não teria férias por ter menos de um ano na agência onde estava trabalhando. Ou seja, teria que usar apenas os 5 dias que o casamento dá direito e torcer por um mini adiantamento de férias. Essas limitações já tiraram da frente destinos como Bora Bora (lagosta a thermidor) ou Tailândia (prato demorado), por exemplo.

Então, dentro das nossas possibilidades a pergunta seguinte é: qual estilo de viagem queremos? Estados Unidos e América do Sul estavam já praticamente fora de cogitação pois fomos para destinos nessas localizações nos últimos três anos. O Bruno ainda não conhece a Europa e eu não vou faz tempo para lá, além de não conhecer um dos destinos mais românticos do mundo: Paris. Então, confesso, essa ideia rondou nossa cabeça. Por outro lado, merecíamos um descanso DE VERDADE. Viajar é maravilhoso e descansa a mente seja qual for o destino, mas nós somos o tipo de turistas ávidos que andam até cair a sola do pé para conhecer o máximo possível de cada lugar. Por isso, ficamos com medo de a lua de mel não ter cara de lua de mel por conta do cansaço causado pela exploração e fechamos na ideia de uma praia tranquila. Mas qual?

Bom, eu queria muito Caribe e isso acabou nos direcionando naturalmente a Aruba: próxima o suficiente, tempo bom o ano todo, bons valores e um dos raros destinos caribenhos que não estão na rota dos furacões em novembro, época da nossa viagem. Aruba it is!

Panoramica Aruba

Pacote or not pacote?

No geral nós nunca fechamos viagem em pacotes. Estamos bem acostumados a pesquisar e fechar tudo por conta, mas nossa madrinha Soraia deu a dica de vermos os pacotes da Zarpo que tem viagens mais sofisticadinhas com valores beeeem atraentes. Achamos várias opções para Aruba e a que mais atraiu contemplava passagens e hospedagem all inclusive mesmo (não só comida, mas bebidas normais e alcoólicas) no Riu Palace Antillas, um hotel 5 estrelas apenas para adultos, situado na principal praia da ilha: Palm Beach. Já havíamos pesquisado os itens soltos e vimos que o valor estava de fato muito bom, então dessa vez resolvemos fechar o pacote mesmo.

Nunca tinha feito viagem para nenhum resort all inclusive e faz tempo que não fecho pacotes, mas essa era a pedida ideal para a lua de mel: em poucos cliques já havíamos garantido passagens, hospedagem, transfer, comida, bebida, praia, piscina. Em pleno planejamento do casamento, não ter que ficar correndo atrás dessas coisas foi providencial, devo dizer. Cada um tem um estilo, né? Mas eu achei ótimo fazer uma lua de mel caribenha, all inclusive e de pacote se você está enlouquecido e precisa simplesmente relaxar, como era nosso caso.

Aruba: one happy island.

i love aruba

Aruba é uma ilha autônoma, colonizada pela Holanda, que fica bem pertinho da Venezuela. Lá fala-se (pasmem) quatro línguas: o holandês, que é a língua oficial, o inglês e o espanhol, aprendidos na escola por volta do quinto ano, e o papiamento que, como o taxista nos disse, é “a língua que se fala em casa” e hoje também é considerada oficial. Ou seja, é quase impossível não se comunicar. O clima é bom o ano todo, as areias são brancas e o mar da costa oeste é calmo e azul turquesa claro. Tranquilidade na minha opinião é o que define a ilha e era isso justamente que estávamos buscando. A moeda é o Florin, mas aceita-se dólar em todos os lugares. Os serviços e produtos não são baratos, afinal, por ser uma ilha com interior árido, praticamente tudo lá é importado. Lado negativo além desse? Acho que non ecxiste. Nos próximos posts vou falar um pouco sobre os pontos altos dessa deliciosa viagem, que foi muito gostosa e especial.

farol de aruba

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Novidades no blog

Se você caiu aqui por acidente, procurando como pedir a nota fiscal de um produto Apple comprado fora ou buscando mais informação sobre uma cama que levanta para desvendar um armário, calma. Você não chegou no lugar errado. Se você era leitor do #Cool e resolveu ver se ele foi retomado, você também está no lugar certo. Mas, ao mesmo tempo, não.

Na última postagem eu bem havia comentado como não enxergava mais futuro para o blog, mas como também não conseguia simplesmente bater o martelo do abandono. De agosto do ano passado para cá muitas coisas aconteceram e algumas delas acabaram influenciando fortemente para minha decisão de retomar sim esse espaço, mas não mais sob seu antigo nome, domínio e linha editorial.

Resumindo a ópera, a apenas 1 mês do meu casamento, meu agora marido conseguiu um emprego em Lisboa, Portugal. A vida virou uma loucura. Corre para finalizar os preparativos do casório, mas agora também colocando apartamento para alugar, carro para vender, cachorro para tirar documentação, pedir demissão, sair de lua de mel, fazer mudança… E, enquanto esperamos a hora de partir rumo a essa nova fase, começamos a sonhar com nossas futuras aventuras e, claro, próximas viagens já que estar na Europa facilita muito o deslocamento a diversos lugares novos. E, não tem jeito. Uma vez blogueira, não consegui me conter e desenhei um projeto novo de blog, o Mel no Mundo.

A ideia não é apenas contar sobre viagens, mas também falar um pouco mais das minhas experiências e trazer a pegada mais pessoal que sempre tive vontade de imprimir ao #Cool. Ou seja, é Mel no Mundo, mas também é muito do mundo da Mel. E, sim, eu cheguei a começá-lo em outro domínio, com a ideia de ser um novo começo mesmo. Mas, conversando com pessoas próximas e pensando um pouco melhor sobre inícios e evoluções, acabei resolvendo que essa pode ser a chance de continuar esse espaço pelo qual tenho tanto carinho, mas agora com um foco novo e certo. Assim, o #Cool passa a chamar-se Mel no Mundo. Novas categorias e novo estilo de post tomam o lugar dos antigos, mas todas as postagens anteriores estão preservadas ali no topo, dentro da categoria Arquivo #Cool.

Daqui para frente, eu vou acertando ainda detalhes então, paciência por favor! Não estranhem mudanças ou até mesmo pequenos erros nos próximos meses. A ideia é ir afinando na medida do possível, criando uma evolução no conteúdo, na forma, na cara…mas tudo isso leva tempo e é feito, querendo ou não, na base da tentativa e erro. Ah, e amanhã, já tem post novo.

Eu voltei. Volta também?

 

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