Passions: o jantar romântico nas areias de Aruba

Em quase toda viagem que faço a dois, por mais econômica que seja, tento sempre separar um dinheiro extra para um jantar ou almoço em algum lugar mais legal. E, no caso da lua de mel, não podia ser diferente, certo?

Ao pesquisar sobre o Riu Antillas, onde nos hospedamos, vimos que eles tinham um jantar na praia, que não fazia parte do all inclusive e que deveria ser marcado quando chegássemos lá. Mas, já na primeira manhã descobrimos que o tal jantar não é mais feito na praia e sim na piscina pois alguns casais reclamavam do vento. Já tínhamos visto os menus dos restarantes temáticos e notamos que o cardápio desse jantar não se sobressaía tanto assim ao que podíamos pedir qualquer outra noite dentro do all inclusive. E comer na piscina não me pareceu nada tão diferente que valesse os U$150,00 que seriam cobrados a parte. Por sorte, resolvemos insistir na questão no balcão do The Palm Tours Aruba, que ficava na recepção do resort, e a funcionária nos indicou um restaurante que fazia jantares pé na areia: o Passions on the Beach. Ela mesma reservou uma mesa para nós ao pôr-do-sol e no dia fomos até lá de táxi.

Chegamos em menos de 10 minutos para o que seria uma das lembranças mais gostosas da viagem. Ainda de dia pudemos ver todas as mesas lindamente dispostas na areia e nos sentamos o mais próximo possível do mar. Assim vimos a noite cair e o Passions ficou iluminado por tochas fincadas na praia.

A dica é jantar cedo para ver a noite caindo.
O Passion on the Beach fica em Eagle Beach, Aruba.

O atendimento foi impecável, digno de uma noite romântica e a comida era muito boa! De entrada seguimos a sugestão do garçom e pedimos um caldo de frutos do mar que dava para dividirmos e estava simplesmente incrível! Me lembrou o Clam Chowder que comi em Miami. De prato principal, o marido pediu a pesca do dia e eu um penne com cogumelos que estava muito bom. Infelizmente o cardápio não contava que vinha com pimentão, uma das poucas coisas que eu realmente odeio, mas eu dei uma desviada deles e tudo bem. (Aliás, saí de Aruba com a impressão que só falta colocarem pimentão no café preto, rs.) Além disso, pedimos uma taça de vinho cada pois eu prefiro branco e o marido prefere tinto e depois, simplesmente não sobrou espaço para sobremesa.

Esse creme de frutos do mar estava simplesmente maravilhoso!
Quando a noite chega, as fotos ficam aquela maravilha (só que não), mas vale pela ilustração dos pratos principais.

E, ao contrário do jantar no hotel, o Passions não tem um preço fechado. Eles possuem pratos de diversos valores e a conta depende do que você pedir. No nosso caso, acabamos gastando em torno de U$120,00. Mesmo com o táxi de ida e volta, gastamos um pouco menos do que gastaríamos no jantar no hotel mas comemos uma comida diferente da que estávamos já provando em todas as refeições e em uma nova praia: Eagle Beach.

Jantar com essa vista e essa vibe é uma experiência única.
Literalmente pé na areia e muito charmoso.

Então, caso esteja querendo algo bem romântico para fazer em Aruba, ou simplesmente queira uma experiência gostosa e diferente, eu fortemente recomendo o Passions on The Beach ao pôr-do-sol.

E quando a noite chega ele ainda fica lindo e muito romântico. Muito mais que na foto, acredite.

 

 

 

Continue Reading

Como é ficar no Riu Palace Antillas Aruba

Para começar, acho importante matar uma curiosidade que acredito muitos que não visitaram Aruba ainda podem, como eu, ter: a ilha possui dois hotéis Riu. Mas eles são de fato separados ou são um só, apenas com alas independentes?

Resposta: são de fato dois hotéis, o Riu Palace e o Riu Palace Antillas. Eles se localizam lado a lado na praia de Palm Beach e possuem uma ligação interna, mas têm prédios, piscinas, bares e programação próprios. Eu diria que a diferença mais gritante é que no Antillas não podem se hospedar famílias com crianças, pois é um hotel exclusivo para maiores de 18 anos. Ambos possuem restaurantes semelhantes e os hóspedes podem inclusive circular livremente de um para um outro com exceção, claro, de crianças do Riu Palace que não podem ir no Riu Antillas.

Logo ao lado, a beleza do Riu Palace Aruba pode ser aproveitada pelos hóspedes do Antillas também.

Apesar de eu ter achado o Palace mais bonito (demos um pulo lá em um dos dias), o Antillas tem vantagens como, por exemplo, não precisar reservar mesa para o jantar em nenhum restaurante, a não ser o Steakhouse. Ou seja, se voltasse, ainda escolheria o Antillas para me hospedar e nesse post conto o porquê.

O All Inclusive

Aqui acho bom relembrar que eu nunca havia me hospedado em um resort all inclusive antes. Ou seja, se por um lado não tinha com que comparar, por outro também não fui sugestionada por nenhuma experiência anterior, nem boa nem ruim.

Claro que antes de fechar o pacote, pesquisamos sobre o hotel e lemos algumas avaliações animadoras a seu respeito. O ponto principal que me deixava temerosa era a qualidade da comida, pois existe uma ideia de que comida de all inclusive é farta (óbvio), mas não tão boa. Mas, li vários viajantes falando que gostaram da gastronomia do Riu que, além disso, também tinha todas as bebidas alcoólicas incluídas, outro ponto em que muitos all inclusive “falham”.

De fato eu gostei muito da comida do Riu, especialmemente dos restaurantes à la carte, como era de se esperar. Até quero fazer posts específico sobre eles que são: o Krystal, de comida fusion (leia-se contemporânea), o Rimini que é italiano, a Steakhouse que serve carnes e a famosa calda de lagosta e o Malmok que possui um menu degustação de comida arubiana. E existe também um restaurante japonês que não faz parte do all inclusive que não fomos. Esse todos só funcionam de noite, juntamente com um outro restaurante buffet que não tivemos chance de experimentar pois demos prioridade aos temáticos. Mas, comemos o buffet do almoço, servido na área do Malmok e da Stekhouse. Tem bastante opção (de hambúrguer a comidas típicas de diversos países), mas realmente não sou fã de buffet e acabava pegando sempre uma massa e uns petisquinhos só. Não era ruim, mas não era maravilhoso. Além disso, a lanchonete Capuchino funciona 24h, servindo lanches e nachos. Pelo que notei, ali vão parar as sobras das refeições anteriores. Nada zuado, apenas repetido. Mas é uma opção boa para a fominha entre refeições. Ah, e existe um serviço de quarto com algumas poucas opções que também funciona 24h, mas não testamos.

Definitivamente, meu tipo de boas-vindas.

As bebidas são de fato todas inclusas e um espumante de boas-vindas já chega no momento do check-in: o Riu começou falando minha língua já, rs. A questão aqui é tentativa e erro. Eu não achei nenhum drink que amei então quando não estava na praia, ficava no espumante e no vinho. Na praia pedia para eles misturarem tipo uma raspadinha de morando que eles possuem nos bares externos (são dois) com espumante ou rum. Isso porque na parte externa do hotel não se pode beber em copo de vidro, só plástico, e espumante e vinho perdem muito no copo de plástico, na minha opinião. Moral da história: só fiquei bebinha um momento, quando estávamos esperando mesa em um dos restaurantes e fui tomando espumante na taça de vidro.

Um dos bares externos do Riu Palace Antillas Aruba.

Agora uma pausa para o todo glorioso… café da manhã! Era i-nex-pli-cá-vel. Já me ganhou por ter espumante (que estava ali para a preparação de mimosas, mas quem quer toma puro. A.k.a: eu). Mas tudo que você pode imaginar, estava ali. Se não estava, aparecia em dias posteriores como foi o caso do bolo e do waffle. Fica claro que eles tentam trazer elementos-chave dos cafés da manhã de vários países: pães (inclusive com uma seleção de opções sem glúten), manteiga, geléia, cream cheese, fruta, feijão, bacon, legumes, doces, frios, batatas, estação de omelete. Aliás, tem ovo de todo jeito: frito, pochê, mexido, cozido mole, cozido médio, cozido duro, na torrada…

No incrível café da manhã, cada ilha dessas tinha comida e mais comida. Eram pelo menos 7 ilhas com muita coisa boa.

Eu poderia ficar aqui o dia todo sonhando e falando sobre esse café da manhã. Mas, vou resumir como sendo o melhor da vida de uma pessoa que é viciada em café da manhã. Ah, e tenho uma dica: o café que vem na mesa é aquele mais fracote que brasileiro não costuma curtir. Se quiser um expresso basta pedir para qualquer garçonete ou parar na lanchonete Capuchino pois lá eles fazem e servem naqueles copos de viagem, sabe? Outra dica: coma as hashbrowns, uma preparação mara de batata que era muito delícia. A panqueca era ótima também. Ok, parei!

Moral da história: achei o all inclusive do Riu Palace Atillas ótimo.

Quarto

Espaço não faltava no quarto em que nos hospedamos. A cama era imensa e super confortável e ainda sobrava espaço para armário, cofre, mesa com 4 cadeiras, uma espécie de penteadeira, criados-mudos com tomada (aleluia carregador de celular) e ainda tinha uma varanda com bancos e uma vista parcial do mar.

Quarto bem espaçoso e aconchegante. Apenas um pouco barulhento.

O banheiro tinha secador, banheiro e um ótimo chuveiro. Toalhas boas também que eram trocadas apenas quando você as depositava no chão, coisa que muitos hotéis têm feito para não desperdiçar tanto.

Eu reparei que, além da arrumação diurna, no início da noite alguém passava para dar um tapa no quarto.

All inclusive até dentro do quarto, sim senhor.

O único porém do quarto é que achei que entrava barulho de fora muito fácil. Tudo bem que eu tenho um ouvidinho de ouro, mas eu ouvia bastante barulho do corredor e do quarto ao lado. Tirando isso, achei o quarto ótimo, amplo, limpo e confortável.

Áreas livres

Aqui nesse ponto também sem reclamações: as áreas internas estavam sempre fresquinhas e limpas. Lá tem algumas mesas de serviços como aluguel de carro e representantes de empresas que fazem passeios pela ilha, além de algumas lojinhas. Em uma delas inclusive você encontra uns itens que salvam a vida como medicamentos básicos, pasta de dente e tal. Óbvio que é caro, mas na necessidade, salva. Além disso, o Riu Antillas possui um cassino e também uma unidade da famosa danceteria Pacha, que durante a semana é meio mortinha mas tá ali e faz parte do all inclusive também.

Não jogamos no cassino, mas demos uma entrada apenas para conhecer.
Bar do lounge, onde fomos super bem atendidos.
Dentro do Resort está a balada Pacha que, pelo menos durante a semana, é meio mortinha. Mas dá para dançar um pouco.

As áreas externas, como a piscina, eram lindas. Aliás, até livros (em inglês) disponibilizam na piscina. Você pega o que te interessar e só devolve na hora de ir embora. Eu amei isso. No fim até comprei para o kindle o livro que estava lendo, pois queria saber o fim, hahaha!

Piscina delícia do Antillas que tem algumas atividades como vôlei aquático e hidroginástica.
A área da piscina vista de cima.
A famosa Palm Beach, bem em frente ao Riu Antillas. do lado esquerdo da foto está o Riu Palace.

Além disso, deixando seu RG ou passaporte no quiosque do Scuba Aruba, que fica entre o Riu Palace e o Antillas, você pode pegar caiaque e bóias sem custo nenhum.

O Spa é uma das poucas coisas pagas a parte e, meu deus, como é caro. Eu havia calculado um valor que achava que seria coerente e colocado na lista do casamento como cota de lua de mel e nós de fato ganhamos as duas cotas. Estava crente que ia fazer, mas chegando lá era basicamente o triplo. Não lembro de cabeça, mas uma massagem para o casal era algo em torno de 400 DÓLARES. Tchau, spa. Foi legal te fotografar e apenas isso.

Fazer uma massagem de frente para a piscina deve ser muito bom mas, infelizmente, é um pouco inviável.

Serviço

A maioria da equipe nos atendeu sempre muito bem. Algumas pessoas, como uma moça que ficava no bar da recepção, se sobressaía pela simpatia e disposição, enquanto o pessoal do bar da praia, por exemplo, faz um trabalho mais robótico. Quando chamamos alguém para ver o ar-condicionado, que fazia barulho, logo apareceu um funcionário e deu uma mexida enquanto jantávamos. Ou seja, o serviço foi ágil.

Um “causo” engraçado é que perguntamos no check-in se tinha algum diferencial para casal em lua de mel e nos disseram que no dia seguinte teria um presentinho no quarto. Esse presente nunca veio e retornamos com uma enorme curiosidade sobre o que será que era! Rs.

Mas de forma geral, sem reclamações. Fomos muito bem atendidos a maior parte do tempo.

Localização

A praia de Palm Beach é um pouco distante de Oranjestad e do aeroporto, mas é muito gostosa, linda e completa. Não à toa é a mais concorrida e famosa. Próximo do hotel também existe uma espécie de centrinho de compras com feirinha e locais famosos como o Señor Frogs e o Hard Rock Café. Dá para ir a pé até lá. Então achei achei a localização ótima sim, pois precisamos nos deslocar pouco o que foi bom, já que achamos o táxi bem carinho por lá. Ah, o hotel disponibilizava transfer para chegar e ir até o aeroporto.

Praia paradisíaca: siga em frente.

Eita, que post imenso! Mas gosto de ser específica nas avaliações dos hotéis, então não tem como.

Mas acho que ficou claro que eu adorei o Riu Palace Antillas Aruba e super recomendo sim se o que você está buscando é só relaxar e não ter que colocar a mão na carteira para nada.

Pode voltar para lá amanhã já?

Continue Reading

Lua de mel em Aruba

Bem antes de desconfiarmos que nossa sonhada mudança de país estava próxima, tínhamos um importante destino para escolher: o da nossa merecida lua de mel. Bom, o título do post já entrega qual foi nossa decisão, mas nesse post conto sobre o que levamos em consideração na hora de fechar e o que achei da famosa ilha. Comecemos, pois.

A decisão

Uma decisão que com certeza já estava tomada antes mesmo de qualquer outra era: nós vamos viajar de lua de mel. Dois apaixonados por viagens como eu e o Bruno (meu marido, hahaha, é muito legal falar isso), jamais abririam mão disso. Mas aí veio a pergunta que não quer calar: para onde vamos? Cada vez que as férias chegam eu me sinto como se tivesse com um cardápio na mão, tendo que decidir qual dos infindáveis pratos deliciosos pedir, sabendo que só poderei escolher outro item do cardápio dali possivelmente um ano. É uma pressão, né? Mas claro que também é uma delícia. Mas, continuando, assim como no menu do restaurante, já de cara sabemos quais pratos estão fora de cogitação ou por conta do valor (não tá rolando escolher a lagosta a thermidor) ou por conta do tempo de preparo, já que eu não teria férias por ter menos de um ano na agência onde estava trabalhando. Ou seja, teria que usar apenas os 5 dias que o casamento dá direito e torcer por um mini adiantamento de férias. Essas limitações já tiraram da frente destinos como Bora Bora (lagosta a thermidor) ou Tailândia (prato demorado), por exemplo.

Então, dentro das nossas possibilidades a pergunta seguinte é: qual estilo de viagem queremos? Estados Unidos e América do Sul estavam já praticamente fora de cogitação pois fomos para destinos nessas localizações nos últimos três anos. O Bruno ainda não conhece a Europa e eu não vou faz tempo para lá, além de não conhecer um dos destinos mais românticos do mundo: Paris. Então, confesso, essa ideia rondou nossa cabeça. Por outro lado, merecíamos um descanso DE VERDADE. Viajar é maravilhoso e descansa a mente seja qual for o destino, mas nós somos o tipo de turistas ávidos que andam até cair a sola do pé para conhecer o máximo possível de cada lugar. Por isso, ficamos com medo de a lua de mel não ter cara de lua de mel por conta do cansaço causado pela exploração e fechamos na ideia de uma praia tranquila. Mas qual?

Bom, eu queria muito Caribe e isso acabou nos direcionando naturalmente a Aruba: próxima o suficiente, tempo bom o ano todo, bons valores e um dos raros destinos caribenhos que não estão na rota dos furacões em novembro, época da nossa viagem. Aruba it is!

Panoramica Aruba

Pacote or not pacote?

No geral nós nunca fechamos viagem em pacotes. Estamos bem acostumados a pesquisar e fechar tudo por conta, mas nossa madrinha Soraia deu a dica de vermos os pacotes da Zarpo que tem viagens mais sofisticadinhas com valores beeeem atraentes. Achamos várias opções para Aruba e a que mais atraiu contemplava passagens e hospedagem all inclusive mesmo (não só comida, mas bebidas normais e alcoólicas) no Riu Palace Antillas, um hotel 5 estrelas apenas para adultos, situado na principal praia da ilha: Palm Beach. Já havíamos pesquisado os itens soltos e vimos que o valor estava de fato muito bom, então dessa vez resolvemos fechar o pacote mesmo.

Nunca tinha feito viagem para nenhum resort all inclusive e faz tempo que não fecho pacotes, mas essa era a pedida ideal para a lua de mel: em poucos cliques já havíamos garantido passagens, hospedagem, transfer, comida, bebida, praia, piscina. Em pleno planejamento do casamento, não ter que ficar correndo atrás dessas coisas foi providencial, devo dizer. Cada um tem um estilo, né? Mas eu achei ótimo fazer uma lua de mel caribenha, all inclusive e de pacote se você está enlouquecido e precisa simplesmente relaxar, como era nosso caso.

Aruba: one happy island.

i love aruba

Aruba é uma ilha autônoma, colonizada pela Holanda, que fica bem pertinho da Venezuela. Lá fala-se (pasmem) quatro línguas: o holandês, que é a língua oficial, o inglês e o espanhol, aprendidos na escola por volta do quinto ano, e o papiamento que, como o taxista nos disse, é “a língua que se fala em casa” e hoje também é considerada oficial. Ou seja, é quase impossível não se comunicar. O clima é bom o ano todo, as areias são brancas e o mar da costa oeste é calmo e azul turquesa claro. Tranquilidade na minha opinião é o que define a ilha e era isso justamente que estávamos buscando. A moeda é o Florin, mas aceita-se dólar em todos os lugares. Os serviços e produtos não são baratos, afinal, por ser uma ilha com interior árido, praticamente tudo lá é importado. Lado negativo além desse? Acho que non ecxiste. Nos próximos posts vou falar um pouco sobre os pontos altos dessa deliciosa viagem, que foi muito gostosa e especial.

farol de aruba

Continue Reading

Novidades no blog

Se você caiu aqui por acidente, procurando como pedir a nota fiscal de um produto Apple comprado fora ou buscando mais informação sobre uma cama que levanta para desvendar um armário, calma. Você não chegou no lugar errado. Se você era leitor do #Cool e resolveu ver se ele foi retomado, você também está no lugar certo. Mas, ao mesmo tempo, não.

Na última postagem eu bem havia comentado como não enxergava mais futuro para o blog, mas como também não conseguia simplesmente bater o martelo do abandono. De agosto do ano passado para cá muitas coisas aconteceram e algumas delas acabaram influenciando fortemente para minha decisão de retomar sim esse espaço, mas não mais sob seu antigo nome, domínio e linha editorial.

Resumindo a ópera, a apenas 1 mês do meu casamento, meu agora marido conseguiu um emprego em Lisboa, Portugal. A vida virou uma loucura. Corre para finalizar os preparativos do casório, mas agora também colocando apartamento para alugar, carro para vender, cachorro para tirar documentação, pedir demissão, sair de lua de mel, fazer mudança… E, enquanto esperamos a hora de partir rumo a essa nova fase, começamos a sonhar com nossas futuras aventuras e, claro, próximas viagens já que estar na Europa facilita muito o deslocamento a diversos lugares novos. E, não tem jeito. Uma vez blogueira, não consegui me conter e desenhei um projeto novo de blog, o Mel no Mundo.

A ideia não é apenas contar sobre viagens, mas também falar um pouco mais das minhas experiências e trazer a pegada mais pessoal que sempre tive vontade de imprimir ao #Cool. Ou seja, é Mel no Mundo, mas também é muito do mundo da Mel. E, sim, eu cheguei a começá-lo em outro domínio, com a ideia de ser um novo começo mesmo. Mas, conversando com pessoas próximos e pensando um pouco melhor sobre inícios e evoluções, acabei resolvendo que essa pode ser a chance de continuar esse espaço pelo qual tenho tanto carinho, mas agora com um foco novo e certo. Assim, o #Cool passa a chamar-se Mel no Mundo. Novas categorias e novo estilo e post tomam o lugar dos antigos, mas todas as postagens anteriores estão preservadas ali no topo, dentro da categoria Arquivo #Cool.

Daqui para frente, eu vou acertando ainda detalhes então, paciência por favor! Não estranhem mudanças ou até mesmo pequenos erros nos próximos meses. A ideia é ir afinando na medida do possível, criando uma evolução no conteúdo, na forma, na cara…mas tudo isso leva tempo e é feito, querendo ou não, na base da tentativa e erro. Ah, e amanhã, já tem post novo.

Eu voltei. Volta também?

 

Continue Reading

Should I stay or should I go?

Há quase dois meses cheguei aqui e falei que tudo ia mudar. Mexi no layout, prometi novidades e aí, cinco posts depois, silêncio. Não, dessa vez não foi a falta de tempo, não foi a correria do trabalho nem do casamento. Claro que tudo isso existiu, mas nada disso foi motivo. A verdade é que não sei mais para onde levar esse blog.

Logo após as mudanças parei para refletir sobre os próximos passos do #Cool. Ao fazer isso, hora me vinha uma confusão mental, hora me vinha um completo branco. É triste avaliar que talvez eu não tenha conseguido imprimir uma personalidade real a ele e, pior, tenho a sensação que talvez seja tarde demais. Entre ser um blog de objetos interessantes, decorações bonitas, dicas de viagem, inspirações de estilo e pitadas da minha vida, não sei mais dizer sobre o que de fato é o blog. E o pior, não sei sequer dizer o que quero que ele seja. Meu sentimento é que, após mais de 5 anos de postagens, ele não chegou lá. O que é lá? Podem ser diversas coisas: uma audiência sólida, mais comentários de quem lê, mais compartilhamentos ou simplesmente um espaço do qual tenho orgulho. Em algum momento ele pode ter sido algumas dessas coisas, mas hoje não acho que é mais. E não acredito que mudá-lo é o caminho. Será então que o caminho é dá-lo por concluído?

Uma vozinha na minha cabeça diz que sim. Que se quero seguir outro rumo, é melhor começar do zero, focada. Mas claro que a gente cria uma relação de afeto a tudo que é autoral. E, por mais que eu poste aqui referências criadas por outras pessoas, o blog é muito autoral sim. Autoral em cada escolha de tema, em cada texto, cada opinião. Não é fácil deixá-lo para trás. Será que devia tentar mais um pouco? Não sei, acho que não virou. Acho que não vira mais.

Mas como canceriana apegada ainda não consigo bater o martelo. Por hora, enquanto deixo a vida correr à espera que uma decisão venha, vou deixar o blog aqui não com ponto final, mas com reticências.

Sem nenhum “fim” mas também sem nenhum “vem aí”.

Continue Reading

Scanner de bolso

Depois que baixei um app scanner para o celular confesso que nunca mais usei o scanner tradicional. A impressora 3 em 1 está, inclusive, guardada no armário. Mas por esse scanner de bolso eu até topo apagar meu amado aplicativo.

pocketscan

Ele se conecta através do Bluetooth e pode ser usado em Windows, Mac, IOS e Android. E sabe o que achei mais legal? Ele promete não apenas escanear documentos de imagem como também tabelas e textos editáveis em Word e Excel. Será?

Achei bem bacana. Custa $149 e tem aqui.

 

Continue Reading

Parede de tijolos brancos

Quando compramos nosso apê não conseguimos fazer grandes investimentos nele. Não fizemos nenhuma reforma, pintamos nós mesmos e colocamos os móveis que tínhamos, os que ganhamos e alguns poucos que compramos por serem bem necessários. Esse ano com o casamento, o apê continua bem de lado, mas eu e meu noivo já combinamos que, o ano que vem, focaremos em finalmente dar um carinho maior a ele.

Uma das coisas que tínhamos vontade de fazer, era uma parede de canjiquinha na sala. Mas, esse ano, nossa vontade subitamente mudou. Começamos a desejar uma parede de tijolos aparentes pintada de branco e, desde então, ambientes com esse elemento têm chamado muito minha atenção. Mas também, pudera. Olha essas referências e me fala se não é lindinho demais?

parede tijolos brancos 1 parede tijolos brancos 2 parede tijolos brancos 3parede tijolos brancos 6

E não é só na sala que a parede de tijolos brancos funciona. Olha que linda fica no quarto:

parede tijolos brancos 4 parede tijolos brancos 5

O melhor é que hoje existem tijolinhos mais finos (que parecem um tijolo cortado no meio) que possibilitam ter uma parede linda dessa, sem ter que descascar a parede. Ótimo para casas mais novas que sequer possuem esse tipo de tijolo embaixo do reboco. Li que é possível fazer com ou sem rejunte e que o rejunte pode ser mais profundo ou mais na superfície. Ainda preciso estudar um pouco mais as possibilidades para decidir qual vamos fazer, mas seja qual for, não vejo a hora.

As imagens do post busquei todas no Pinsterest e os links estão aqui:  1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6

Continue Reading

Fiz 30 anos

Eu nunca fui muito boa com números. E, veja bem, não estou falando que não sou boa de contas. Estou falando que não sou boa com números mesmo. Meu cérebro parece ter um delay até para reconhecê-los, como quando alguém está ditando o telefone e percebo que demoro alguns milésimos de segundo para ligar a palavra “dois” ao símbolo “2”.

Talvez por isso, idade hoje também não é uma coisa que me aterroriza particularmente. Não mais. Pensando a respeito, chego à conclusão que as vezes que me preocupei com a idade eu não estava incomodada particularmente com o número, mas sim com algumas coisas que eu associava a ele. Conquistas pessoais, profissionais, experiências que acreditava terem que ser vividas antes de completar x anos. Afinal, justamente por ser tão ruim com números eu não consigo jamais compreendê-los em sua totalidade e, a idade sendo um número, eu também nunca consegui mensurar exatamente o que são 20, 25 ou agora, 30 anos.

Olhando para trás, 30 anos parecem mais um bolo de linhas cruzadas do que uma linha do tempo reta e linda. Não que meu bolo pessoal de linhas não seja lindo. Mas ele é lindo daquela maneira mundana: com dor, óculos de grau, choro, tapa na cara, quilos extras, decepção, falta de grana, amores não correspondidos, dor de barriga, unha encravada, aparelho nos dentes, bad hair days, momentâneas invejas, raiva e outros sentimentos alguma coisa diferente de belos e muitos outros momentos que, digamos, não dariam uma bela foto. Mas também teve coisa bonita. E beleza de filme mesmo, como viagens incríveis, gargalhadas de fazer chorar, bater fouetté, proteção de família, cumplicidade de amigas, receber flores no trabalho, conquistas profissionais, beijo na chuva, pegar a chave do primeiro imóvel, ganhar um cachorro, ser pedida em casamento em Nova York, sair em revista…

Mas se eu te disser que eu sei que é isso o que cabe em 30 anos, vou estar mentindo. Isso foi o que coube nos meus 30 anos. Mas idade, e números em geral, são como pequenos infinitos. Por mais que eu saiba quantas unidades cabem em cada número, eu não consigo terminar de listar todas as possibilidades que existem em cada unidade. Quantos pensamentos cabem em 1 cérebro, quanto desejo existe entre 2 pessoas, quanta segredos existem entre 4 paredes?

Hoje muita gente me perguntou como é ter 30 anos. Eu respondi honestamente que é igual ter 29. Mas porque a minha vida aos 30 não está muito distante do que foi aos 29. E aí voltamos à questão das coisas que associamos a cada idade. Aos 30 eu pensava que seria uma adulta e é realmente isso que eu acho que eu sou em tantos aspectos. Acredito que, nesse caso, a expectativa, depois de caminhar 30 anos, chegou aqui e encontrou algo talvez bem diferente do que sonhava, mas bem parecido com o que esperava.

Eu continuo a não entender o que é esse número: 30. Mas também nunca entendi nenhum dos outros. Então, tudo bem. Melhor mesmo levar a idade como sendo algo para se ticar num box, para saber se posso comprar vinho e para onde iria se fosse presa, do que para ser a base de todas as minhas decisões na vida. Porque se cada número é um pequeno infinito, não importa muito em qual infinito se está, mas sim qual parte desse infinito você vai explorar. Ao invés de ficar tentando cercar o infinito com definições, medidas, padrões o melhor mesmo é viver sabendo que você pode andar tranquilamente sem rumo pois, nem assim, vai dar de cara com a parede. Afinal, infinito não tem parede e idade não devia ter limite.

30 anos

Imagem via.

Continue Reading